Moradores da comunidade Mutum, localizada no baixo Madeira, não possuem poços artesianos ou outras fontes de abastecimento de água potável. Seca prejudica mais ainda o abastecimento das comunidades.
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Moradores da comunidade ribeirinha Mutum, localizada no Baixo Madeira, a 50 km da zona urbana de Porto Velho, precisam percorrer mais de 1 hora de barco para encontrar e ter acesso à água potável. Com a seca extrema do rio Madeira, o trajeto pode se tornar ainda mais desafiador.
🛶As comunidades ribeirinhas em Porto Velho são divididas em três regiões: Alto, Médio e Baixo Madeira.
Severino Pantoja de Souza é um dos moradores que precisa buscar água potável em comunidades que possuem poços artesianos. Ele explica que o trajeto de barco dura, em média, mais de uma hora e que realiza esse percurso três vezes por semana.

"Eu trago 50 litros de água em cada viagem, mas não dura a semana toda. A gente faz esse trajeto umas três vezes por semana e, às vezes, até todo dia, porque usamos a água para beber e fazer comida", explica.
Severino Nobre, líder da comunidade Mutum, conta que nenhum morador possui poço artesiano ou outra fonte de água potável. Além disso, não é possível utilizar a água do rio Madeira devido à poluição: a única solução é procurar comunidades que possuem abastecimento.
Em alguns casos, ribeirinhos acabam utilizando a água do rio para beber e realizar suas tarefas de casa, por não terem transporte para realizar o trajeto, segundo o líder da comunidade.
"A maioria dos moradores pegam seus barcos e vão até Mutum Grande, uma comunidade do outro lado do rio, para buscar água dos poços artesianos que eles tem, que podem secar com essa seca", conta.

Durante o período de extrema seca em Rondônia (agosto e setembro) o lençol freático baixa, impactando a quantidade e a qualidade da água desses poços. Em 2023, mais de 15 mil famílias ribeirinhas viram sua única fonte de água limpa secar e ficaram desabastecidas.
Outra dificuldade neste período é a navegação, em razão dos bancos de areia e pedras que surgem no rio, tornando o percusso ainda mais perigoso e desafiador.
(g1)
