Se isso vai representar alguma espécie de plus na hora de despachar uma reivindicação do estado de Rondônia, ainda não se sabe, sobretudo porque o ministro é oriundo de uma família que se caracteriza por gostar de fazer o que é certo.
Gustavo Canuto é filho de um médico irmão do engenheiro agrônomo Assis Canuto, que foi vice-governador de Osvaldo Piana no período de 1991 a 1994. Canuto, o daqui, é um das figuras-chaves na colonização de Rondônia e teve grande influência como executor-geral do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) no então território federal de Rondônia. Assis Canuto se elegeu deputado federal em 1982 e em 1986 se reelegeu para ajudar a escrever a atual Constituição Federal do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988.
Pouco dado ao falatório dos dias atuais, Assis Canuto, foi um dos convidados especiais para a posse presidencial e prestigiou a investidura do sobrinho no Ministério do Desenvolvimento, uma fusão de outros três ministérios extintos pela reforma administrativa de Bolsonaro.
Filho de médicos, Gustavo Canuto é formado em engenharia da computação pela Unicamp e em Direito pelo CEUB, de Brasília. Fez carreira na burocracia em Brasília, onde é servidor efetivo do Ministério do Planejamento, agora incorporado ao Ministério da Economia.
Sobra a escolha do sobrinho, o ex-vice-governador de Rondônia Assis Canuto se limita a comentar que foi uma escolha pessoal do presidente Jair Bolsonaro, “para não fazer politicagem no ministério”.
Reportagem: Carlos Araújo