Custará R$ 144,80 a viagem na BR-364 a partir do dia 12 com o início do sistema de pedágio Free Flow



Redação, Porto Velho RO, 04 de janeiro de 2025 - A partir de 12 de janeiro de 2026, motoristas que trafegarem pela BR-364, principal eixo viário de Rondônia, entre Vilhena e Porto Velho, começam a pagar pedágio eletrônico pelo sistema Free Flow, que não tem cabines físicas e lê a placa do veículo em movimento. A tarifa total para automóveis, caminhonetes e furgões — classificados como veículos de categoria 1 — será de R$ 144,80 no percurso completo entre os dois extremos da rodovia.

A cobrança, autorizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e concedida à Nova 364 Concessionária de Rodovia, está prevista em publicação no Diário Oficial da União em 30 de dezembro de 2025. O sistema Free Flow — ou “livre fluxo” — permite a identificação automática dos veículos por sensores e câmeras em sete pórticos ao longo dos aproximadamente 720 quilômetros da rodovia sem a necessidade de parada.

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Os valores de pedágio foram definidos com base no Índice de Reajustamento Tarifário (IRT), que considerou o acumulado do IPCA entre novembro de 2023 e novembro de 2025, resultando em um reajuste de 9,55%. Na prática, os motoristas pagarão diferentes tarifas conforme cada ponto de cobrança — de R$ 5,40 em Candeias do Jamari a R$ 37,00 em Cujubim — totalizando R$ 144,80 no trecho completo.

Segundo a concessionária, já foram investidos mais de R$ 360 milhões em melhorias, incluindo a instalação de rede 4G em toda a extensão e a estruturação de serviços de atendimento ao usuário com ambulâncias e guinchos 24 horas.

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Apesar das justificativas técnicas, a iniciativa tem gerado revolta entre motoristas e representações jurídicas. Críticas surgem pelo fato de que a cobrança iniciará antes de melhorias expressivas na infraestrutura, com trechos ainda com buracos, sinalização deficiente e alto índice de acidentes, segundo relatos de usuários e veículos de comunicação locais.

Além disso, uma representação foi encaminhada ao Ministério Público Federal, pedindo a suspensão da cobrança sob a alegação de que obras previstas em contrato não foram integralmente executadas, o que inviabilizaria o início do pedágio antes do cumprimento total das metas contratuais. O documento também questiona a aplicação de multas e pontos na CNH por atraso no pagamento.

O novo modelo de pedágio impacta diretamente o bolso de quem trafega pela BR-364 e levanta debates sobre a eficácia do sistema eletrônico, o equilíbrio entre arrecadação e melhorias reais na rodovia e o custo logístico para moradores, transportadores e o agronegócio de Rondônia.

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Fonte: noticiastudoaqui.com



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