
Redação, Porto Velho (RO) — O presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Estado de Rondônia (IPERON), Tiago Cordeiro Nogueira, deverá comparecer à Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE/RO) para prestar esclarecimentos sobre contratos firmados entre o órgão e o Banco Master, instituição financeira envolvida em um escândalo de possíveis fraudes com ramificações nacionais e que está sob investigação das autoridades brasileiras.
A convocação ocorre após a protocolização de um requerimento pelos deputados estaduais, que questionam a legalidade e os detalhes das relações contratuais do IPERON com o Banco Master, especialmente diante das denúncias que atingem a credibilidade da instituição financeira e de seus possíveis impactos sobre fundos de servidores públicos.

O Banco Master vem sendo alvo de ampla apuração no país, incluindo suspeitas de operações fraudulentas em carteiras de crédito e negociações complexas com outras instituições, como o Banco de Brasília (BRB), que resultaram em injeções bilionárias de recursos e investigações pelo Banco Central e órgãos de controle financeiro.
No caso específico de Rondônia, parlamentares apontam que o IPERON pode ter atuado em desacordo com normas internas ao credenciar o Banco Master para operações relacionadas à gestão de recursos de aposentados e pensionistas estaduais. A entidade já divulgou uma nota oficial de esclarecimento, mas, conforme alguns membros da ALE/RO, o comunicado não respondeu adequadamente às dúvidas levantadas sobre as práticas adotadas.
A audiência pública foi marcada para o dia 19 de fevereiro de 2026, às 15h, no plenário da ALE/RO, quando Tiago Nogueira deverá detalhar os contratos e justificar escolhas administrativas do instituto diante dos riscos associados ao Banco Master.
A iniciativa dos deputados visa promover transparência sobre o uso de recursos públicos e a proteção dos servidores que dependem do sistema previdenciário estadual, especialmente em um momento em que o tema das fraudes no setor financeiro ganha repercussão nacional e fiscalização mais rigorosa dos órgãos públicos.
Fonte: noticiastudoaqui.com