Porto Velho, RONDÔNIA – Ao longo de 104 anos, quando se libertou da jurisdição da Superintendência de Humaitá, no Sul do Amazonas, a Capital rondoniense ainda não pode se dar ao luxo de exibir um destino turístico ao Mundo.
É o que dizem a maior parte de pessoas cuja motivação para deixarem suas cidades de origem é essa cidade, detentora de um quadro natural e geográfico invejável em pleno coração da Amazônia Ocidental Brasileira, segundo o acreano José Domingos, 39, de passagem por Manaus em direção ao Caribe (Venezuela).
Segundo ele – que é profissional de consultoria de mercado -, “o turismo é importante para um país e, sobremaneira, para uma capital que ostenta poderio cultural, como Porto Velho, em cima da história de relevância maior da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM), soldados da borracha e seringueiros da Amazônia”.
Em linhas gerais, frequentadores do complexo e da legendária Vila Ferroviária disseram que, “na verdade, a cidade tem inúmeros destinos turísticos. Nos falta é quem a cuide, verdadeiramente, e a torne uma Capital mais atraente aos olhos do Mundo”.
Em sua essência natural, para os analistas João Roberto e Reinaldo Martins,“o turismo de desempenha um papel importante e estratégico na preservação e diversidades mundiais”. E nesta parte da Amazônia Ocidental, especialmente nesta Capital, “a diversidade de fatores que formam os destinos turísticos porto-velhenses, nunca foram diagnosticados de forma empresarial ou profissional”.
De um lado, “a mão-de-obra nesse setor é ainda incipiente para que se torne competitiva e de outro, inexiste políticas de incentivos aos empreendedores que tocam a chamada indústria sem chaminé”,apontaram. Para eles, os nativos não partilham os benefíciosdas forças impulsionadoras do turismo regional, como os sulistas e ossudestinos brasileiros.
De acordo com consultas feitas ao Município de Porto Velho e ao Estado rondoniense, são vários os tipos de turismo que existem na Região.Mas nesses campos“pouco ou quase nada é explorado de maneira inteligente, a ponto de gerar emprego e renda”. Basicamente, o turismo religioso, de massa, de incentivo, cultural, de eventos, de estudos, rural, agro turismo e de negócios ainda não contam com a chancela de governo.
Outro ponto que supostamente trava o avanço do desempenho das atividades turísticas na Capital e no Estado rondoniense, “é a falta de estreitamento entre quem promove esse segmento no tocante ao poder público”, atesta João Roberto, 47.
Segundo ele, “o governo municipal, na gestão anterior, trouxe especialista sino-americano a conhecer parques, reservas e apontar diretivas para atrair investidores”.
- O fez, porém, não deram prosseguimento aos estudos e engessaram o projeto, afirmou ele.
As atividades turísticas, ao menos nesse município e no entorno da Capital rondoniense, segundo o consultor José Ricardo Costa, “devem e podem ser impulsionadas, vez que permitem aos povos inúmeros benefícios”. Além de promover o desenvolvimento das comunidades locais, estreitamento de laços, igualdade de oportunidades, a solidariedade e o exercício da cidadania na perspectiva de auferirem negócios, emprego e renda.
E entre as medidas, difundam as atividades turísticas como políticas de desenvolvimento sustentável e sob a ótica sistêmica, “levando os fazedores de turismo nativo a entenderem, de forma mais fácil, o que verdadeiramente é o Turismo”.
Fonte: Xico Nery