Redação, Porto Velho RO, 26 de agosto de 2026 - A primeira pesquisa Quaest sobre a disputa pelo Governo de Rondônia em 2026 coloca o senador Marcos Rogério (PL) na liderança, mas revela um cenário de forte equilíbrio na parte de cima da tabela. O levantamento, divulgado nesta terça-feira (25), mostra Rogério com 24% das intenções de voto, seguido de perto pelo ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD), com 21%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, os dois aparecem tecnicamente empatados.
Na sequência aparecem o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (União Brasil) e o deputado federal Expedito Netto (PT), ambos com 10%. Samuel Costa (Rede) registra 2%, enquanto Pedro Abib (MDB) aparece com 1%. O dado que mais chama atenção, entretanto, está fora da lista de candidatos: 32% dos entrevistados declararam voto branco, nulo ou ainda não souberam responder, evidenciando que existe um contingente expressivo do eleitorado ainda disponível para ser conquistado.
O resultado desenha uma eleição aberta e com potencial de mudanças importantes ao longo da campanha. A liderança de Marcos Rogério é relevante, mas não representa, neste momento, uma vantagem confortável. A distância nominal de três pontos para Fúria está dentro da margem de erro, o que impede afirmar que exista uma liderança isolada. Na prática, o levantamento aponta para uma disputa concentrada nos dois primeiros nomes.
Outro aspecto importante está na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos. Nesse cenário, 65% não souberam indicar em quem pretendem votar. Fúria aparece com 12%, seguido por Marcos Rogério, com 11%. O resultado demonstra que, apesar das posições apresentadas na pesquisa estimulada, a decisão de grande parte do eleitorado ainda está longe de estar consolidada.
Os números também reforçam a importância da capacidade de cada candidato de ampliar sua presença junto ao eleitorado. Para os candidatos que aparecem atrás dos dois primeiros colocados, o desafio é ainda maior: transformar os atuais índices em crescimento consistente antes que a polarização entre Rogério e Fúria se consolide.
Hildon Chaves e Expedito Netto, ambos com 10%, aparecem em uma faixa intermediária que pode ganhar importância caso consigam atrair parte dos eleitores indecisos. Com uma parcela significativa do eleitorado ainda sem candidato definido, a campanha terá espaço para alterações no quadro, especialmente à medida que os nomes se tornarem mais conhecidos e as propostas começarem a ocupar maior espaço no debate público.
INDECISOS PODEM DECIDIR O 2º TURNO

As simulações de segundo turno realizadas pela Quaest acrescentam outro elemento à disputa. Segundo os resultados divulgados, Marcos Rogério aparece vencendo todos os adversários testados nos cenários apresentados pelo levantamento. Já Adailton Fúria apresenta vantagem em cenários nos quais o senador não participa da disputa.
Isso significa que a fotografia atual não deve ser interpretada como uma definição antecipada da eleição. Ao contrário, os números revelam uma corrida em que a transferência de votos, a formação de alianças e a capacidade de cada candidato conquistar o eleitorado que hoje está indeciso poderão ser determinantes.
A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 24 de agosto, ouviu 804 eleitores e possui margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi encomendado pela Rede Amazônica e registrado no Tribunal Superior Eleitoral.
A fotografia apresentada pela Quaest, portanto, é de uma eleição ainda em construção. Marcos Rogério parte na frente, mas com uma vantagem que está dentro da margem de erro. Fúria aparece praticamente colado e, logo atrás, dois candidatos empatam numericamente. Ao mesmo tempo, quase um terço do eleitorado ainda não definiu sua escolha no cenário estimulado.
Em Rondônia, a corrida pelo Governo começa a ganhar contornos mais claros, mas está longe de estar decidida. Se os números se confirmarem como tendência, a eleição deverá ser marcada por uma disputa intensa pela faixa de eleitores que ainda não escolheu lado — justamente o grupo que poderá determinar quem chegará ao segundo turno e, posteriormente, quem terá condições de assumir o comando do Estado a partir de 2027.
Fonte: noticiastudoaqui.com