Redação, Porto Velho RO, 06 de agosto de 2026 - A Polícia Federal (PF) concluiu o inquérito e indiciou o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, e outras cinco pessoas por envolvimento em um megaesquema de fraudes e desvios de recursos do órgão. A apuração revelou que as irregularidades, vinculadas a acordos e convênios com a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), causaram um prejuízo estimado em R$ 6 bilhões aos cofres públicos e lesaram diretamente cerca de 6 milhões de aposentados e pensionistas em todo o país.
A investigação aponta que a cúpula do órgão facilitava a manutenção e a execução de descontos associativos indevidos nas folhas de pagamento dos beneficiários, sem a devida autorização expressa dos segurados. O volume financeiro drenado do sistema previdenciário e o impacto social do golpe o colocam entre os maiores escândalos de corrupção e gestão fraudulenta da história recente da Previdência Social.

Segundo o relatório da PF, o grupo atuava de forma estruturada para ignorar alertas de órgãos de controle e burlar mecanismos internos de fiscalização. Os valores retidos indevidamente das aposentadorias eram repassados a entidades parceiras e posteriormente pulverizados em contas bancárias de empresas de fachada e operadores do esquema. Além do ex-presidente do instituto, foram indiciados ex-diretores e representantes da entidade sindical pelos crimes de peculato, organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
O caso segue agora para análise do Ministério Público Federal (MPF), que avaliará o oferecimento de denúncia formal à Justiça Federal. Em paralelo, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) atuam no bloqueio de bens dos indiciados e no rastreamento dos ativos para tentar ressarcir o erário e recompor os valores subtraídos das contas dos milhões de aposentados atingidos pela fraude.
Fonte: noticiastudoaqui.com--