
A crise no abastecimento de água em Ariquemes ganhou novos contornos após a vereadora Rafaela do Batista (Podemos) formalizar denúncias à Agência Municipal de Regulação (AMR) e à concessionária Águas de Ariquemes, cobrando providências imediatas para restabelecer um serviço considerado essencial. A parlamentar relata que moradores de diversos bairros já ultrapassam uma semana sem água nas torneiras, situação que tem imposto sérios prejuízos às famílias, especialmente às de baixa renda, obrigadas a gastar parte do orçamento doméstico para comprar água mineral destinada ao consumo, preparo de alimentos e necessidades básicas de higiene.
A denúncia evidencia um cenário que moradores classificam como reflexo de uma gestão caótica do sistema de abastecimento no município. Sem respostas concretas e sem previsão oficial de normalização, a população enfrenta uma rotina de incertezas, enquanto comerciantes acumulam prejuízos e famílias convivem diariamente com a falta de um serviço indispensável à saúde pública.
Segundo o Ofício nº 072/2026, protocolado pela vereadora, moradores do Setor 09 estão sem abastecimento desde o dia 8 de julho, permanecendo por mais de nove dias sem água. No documento, Rafaela relata que a interrupção tem provocado inúmeros transtornos tanto para residências quanto para estabelecimentos comerciais, comprometendo atividades básicas do cotidiano.
A situação também atinge os bairros Jardim Paraná, Jardim Vitória e Rio de Janeiro, onde, conforme a parlamentar, a interrupção começou em 13 de julho e continuava sem solução. A escassez afeta diretamente a preparação de alimentos, a limpeza das residências, a higiene pessoal e outras atividades indispensáveis, agravando as dificuldades enfrentadas por milhares de moradores.
No ofício encaminhado à concessionária Águas de Ariquemes, a vereadora exige esclarecimentos sobre a origem técnica do problema, a apresentação de um cronograma confiável para o restabelecimento do serviço e a disponibilização imediata de caminhões-pipa para atender as regiões afetadas enquanto o abastecimento não é normalizado.
Entretanto, a dimensão do problema pode ser ainda maior. No Ofício nº 074/2026, encaminhado à Agência Municipal de Regulação (AMR), Rafaela amplia a relação de bairros atingidos. Além das localidades inicialmente apontadas, também são citados Monte Cristo II, Residencial Portal do Sol, Parque das Gemas, BNH, Setor 05, Setor 03, Jardim das Pedrinhas, Jorge Teixeira, entre outros, indicando que a deficiência no abastecimento não está restrita a um único ponto da cidade, mas se espalha por diversas regiões.
Ao solicitar a intervenção da agência reguladora, a parlamentar destaca que o fornecimento de água potável constitui serviço público essencial, indispensável para garantir saúde, alimentação, higiene e dignidade à população. Por isso, cobra uma fiscalização rigorosa da concessionária, com apuração das causas da interrupção, verificação sobre eventual comunicação prévia aos consumidores, exigência de um plano emergencial de contingência e acompanhamento da distribuição de água por caminhões-pipa.
A vereadora também pede atenção prioritária às unidades de saúde, escolas, creches, idosos, pessoas com deficiência e famílias em situação de vulnerabilidade social, grupos que sofrem de forma ainda mais intensa os efeitos da interrupção prolongada do abastecimento.
Enquanto isso, moradores relatam que a única alternativa tem sido recorrer à compra de galões de água mineral ou contratar abastecimento particular, realidade que pesa principalmente sobre os mais pobres, obrigados a escolher entre comprometer a renda familiar para garantir água potável ou enfrentar dias sem condições adequadas para beber, cozinhar e manter a higiene da casa.
Diante da gravidade da situação, Rafaela do Batista solicita que a AMR informe oficialmente quais providências foram adotadas, quais respostas foram apresentadas pela concessionária e qual o prazo efetivo para a normalização do abastecimento. A expectativa da população é que as cobranças resultem em ações concretas e imediatas, colocando fim a uma crise que já ultrapassa os limites do aceitável para um serviço público essencial.
Fonte: noticiastudoaqui.com