Comemoração dos 114 anos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré




SILVIO PERSIVO

O esgotamento rápido da duração das coisas e dos tempos. “Os tempos são líquidos porque assim como a água tudo muda rapidamente na sociedade contemporânea. Nada é feito para durar” (Zygmund Bauman).

COMEMORAÇÃO DOS 114 ANOS DA ESTRADA DE FERRO MADEIRA-MAMORÉ

Neste sábado (1º de agosto), quando o Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré completa 114 anos de inauguração da histórica ferrovia, a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel), em parceria com a Fundação Cultural de Porto Velho (Funcultural) e o Complexo Madeira-Mamoré, anunciam o Festival Madeira-Mamoré, reunindo atrações culturais em comemoração aos 114 anos da ferrovia. Programada para acontecer a partir das 9h, estão previstas uma série de atividades que visam valorizam a história e a memória da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, considerada um dos maiores patrimônios históricos e culturais da Amazônia. A programação inclui a exibição do documentário sobre a Locomotiva 18, intervenções culturais, lançamento do Mini Guia e do Mapa da Rota Madeira-Mamoré, passeio de litorina, exibição da Locomotiva 18 e diversas outras atrações. A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré é reconhecida por sua importância histórica e pelos desafios enfrentados durante sua construção. Hoje, o complexo se tornou um dos principais pontos turísticos de Porto Velho, recebendo visitantes de diversas regiões do Brasil e do mundo.

O NOSSO SOFRIMENTO AÉREO DE CADA DIA

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) as passagens aéreas domésticas no Brasil acumularam uma alta de 11,2% em 12 meses até maio de 2026, com o preço médio do bilhete de R$ 632,53. Mas, isto não vale para os estados da região Norte, como Rondônia, onde as tarifas médias elevadas (chegam a uma média de R$ 1.277,00) devido a longas distâncias de voo e menor oferta. Assim, a realidade é que as passagens aéreas com origem ou destino em Rondônia estão entre as mais caras do Brasil. Segundo o Anuário do Transporte Aéreo 2025, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), somente Roraima possui o custo das passagens mais altas, pois lá o valor médio das passagens foi de R$ 1.401,00. É fato que Rondônia possui a maior distância média de voo do país, com 2.906 quilômetros por trecho, fator que também explica o custo elevado das viagens. Porém, além da distância também pesa a falta de opção. São poucos voos disponíveis e sempre cheios. Junta tudo para o nosso sofrimento: localização, voos longos, baixa oferta, custos elevados e ainda o judicialização, pois aqui existem mais processos contra as empresas que em qualquer outro estado. Tudo isto se som para termos uma operação mais cara, maiores custos e menos opções. A solução que seria uma aviação regional é também travada pela burocracia e pela falta de bons aeroportos e campos de pouso. Alguns amigos que convido para vir para cá me respondem que com o custo das passagens aéreas é melhor ir para os Estados Unidos ou a Europa.

EMPREGO EM RONDÔNIA TEM FRACO DESEMPENHO EM JUNHO

O mercado formal de trabalho brasileiro registrou, em junho, um saldo de 145.161 postos de trabalho, acumulando, no 1º semestre do ano, 921.645 novos empregos, um crescimento de 1,96%. Considerando os saldos dos últimos 12 meses (julho de 2025 a junho de 2026), a ampliação do emprego alcançou a 963.921 novos postos de trabalho, um crescimento de 2,1% no período. Com isto, o estoque de empregos no país alcançou 48.032.308 vínculos trabalhistas. São os dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que também mostram que o saldo foi positivo nos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas no mês, com destaque para o setor de Serviços, que gerou 74.514 vagas, crescimento de 0,3%. Junho, porém, não foi um bom mês para o emprego em Rondônia, pois o estado registrou um saldo positivo de apenas 108 postos de trabalho formais gerados com carteira assinada. Este desempenho colocou Rondônia entre os estados com menor saldo positivo absoluto no país durante o mês de junho, alcançando uma variação relativa de +0,04% no seu estoque total de vínculos trabalhistas ativos.

DÍVIDA PÚBLICA ATINGE R$ 9,27 TRILHÕES

A Secretaria do Tesouro Nacional informou que, em junho, a dívida pública federal cresceu 2,6%, cerca de R$ 240 bilhões, e atingiu R$ 9,27 trilhões. Em maio, o endividamento estava em R$ 9,03 trilhões. A dívida pública federal, contraída pelo Tesouro Nacional, financia o déficit orçamentário do governo federal, ou seja, paga as despesas do governo acima da arrecadação com impostos e contribuições. O crescimento de junho, segundo o Tesouro, se dá por conta da emissão de R$ 149,6 bilhões em títulos públicos no mercado interno. Os resgates desses papéis somaram valor menor no mês passado: R$ 7,33 bilhões. Assim o aumento, em junho, está relacionado com a emissão líquida (acima dos resgates) de R$ 142,25 bilhões em títulos públicos e, também, à apropriação de juros no valor de R$ 93,48 bilhões. O que se verifica é que a dívida se aproxima, cada vez mais, do valor do Produto Interno Bruto-PIB, a soma de tudo que se produz no país em um ano.

CNPJ A PARTIR DE AGORA GANHA LETRAS

O CNPJ, cadastro utilizado para identificar empresas e outras entidades no Brasil, vai ganhar letras em sua composição. Trata-se de uma mudança inédita na composição do número de inscrição, que continuará tendo 14 posições, mas passará a admitir letras em parte de sua estrutura. Esta alteração nasce de um problema silencioso: no ritmo atual de abertura de negócios, o país corria risco real de esgotar as combinações puramente numéricas em poucos anos. A solução da Receita Federal foi a de misturar letras aos números. Para empresas atualmente inscritas, o número do CNPJ não será alterado e continuará válido. Ainda assim, organizações que utilizam sistemas próprios, integrações ou cadastros de terceiros devem verificar se suas aplicações estão preparadas para receber CNPJs alfanuméricos. De modo que, a partir desta sexta-feira (31 de julho) começa a vigorar o novo sistema. Para quem já tem empresa aberta nada muda. O CNPJ atual continua válido e ambos os formatos conviverão normalmente. O que precisa de atenção é quem cuida da tecnologia por trás dos negócios (bancos, sistemas de emissão de nota, ERPs e plataformas de e-commerce ) porque são eles que terão dias para se adaptar.



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