Inadimplência atinge quase 700 mil em Rondônia, mas busca por renegociação ganha força




Em meio a um cenário econômico desafiador, a busca pela reestruturação financeira tornou-se prioridade para milhares de famílias em Rondônia neste segundo semestre de 2026. Dados do mais recente Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa revelam que o estado contabilizou 699.886 inadimplentes em julho, o que representa uma leve retração de 0,12% em comparação ao mês anterior, quando o contingente de devedores somava 700.750 pessoas. A desaceleração reflete um movimento de conscientização e reorganização do orçamento doméstico: enquanto entre maio e julho de 2025 a taxa média de crescimento da inadimplência no estado atingiu 0,86%, no mesmo trimestre de 2026 esse índice despencou para 0,29%.

Essa trajetória rondoniense acompanha a dinâmica nacional. O Brasil encerrou o mês de julho com 83,9 milhões de inadimplentes — avanço moderado de 0,23% em relação a junho —, acumulando mais de 348,3 milhões de dívidas em aberto que totalizam R$ 586,4 bilhões. Segundo pesquisa realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, metade dos brasileiros (50%) admite ter gasto mais do que o planejado nos primeiros seis meses do ano, levando 54% dos consumidores a revisitar seu planejamento financeiro na metade de 2026. Diante do quadro, 55% dos entrevistados apontam a manutenção das contas em dia como meta central (avanço de seis pontos percentuais em relação a 2025), ao passo que 49% pretendem quitar débitos, 32% buscam limpar o nome, 29% visam criar uma reserva de emergência e 69% pretendem economizar mais.

O esforço para equilibrar as contas reflete-se no mercado de renegociação. Entre maio e julho de 2026, a plataforma Serasa Limpa Nome registrou a celebração de mais de 14 milhões de acordos por mais de 7 milhões de consumidores no país, volume 41% superior ao reportado no mesmo intervalo do ano passado. Essa expansão de renegociações foi acompanhada por uma expressiva perda de fôlego no ritmo de crescimento das dívidas em todo o país, cuja média de alta mensal caiu de 0,7% para 0,2%. O otimismo permanece em alta: 74% dos brasileiros declaram-se confiantes quanto à melhora da própria situação financeira até o término do ano.

Para a especialista em educação financeira da Serasa, Aline Vieira, o meio do ano surge como um marco estratégico para avaliar prioridades e recalibrar rotas econômicas. “O meio do ano é um momento importante para refletir sobre o planejamento financeiro e ajustar a rota quando necessário. Mesmo diante de um cenário de inadimplência ainda elevado, percebemos que os consumidores estão mais conscientes sobre a importância de reorganizar o orçamento e estabelecer metas compatíveis com sua realidade financeira”, explica. Ela enfatiza que a regularização das pendências traz benefícios diretos no curto e no longo prazo: “Regularizar os débitos reduz o peso dos juros, melhora o acesso ao crédito e abre espaço para que objetivos financeiros, como formar uma reserva ou investir, se tornem mais viáveis. Ao revisitar as metas neste meio de ano, esse pode ser o primeiro passo para retomar o controle das finanças ainda em 2026”.

Fonte: noticiastudoaqui.com



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