Porto Velho se aproxima dos 30% de baixa umidade do ar



A baixa umidade também pode contribuir para aumentar as doenças pulmonares crônicas.

Em decorrência da baixa umidade relativa do ar, da poeira e fumaça causadas por grandes quantidades de queimadas no tempo seco, os casos de doenças respiratórias podem aumentar nesse período de estiagem, em Porto Velho. De acordo com a médica Clínico Geral, Keylla Nóbrega Bueno, a baixa umidade também pode contribuir para aumentar as doenças pulmonares crônicas.

As doenças que podem aparecer nesse período de tempo seco é a síndrome gripal, bronquites, asmas, exacerbação das doenças pulmonares obstrutivas crônicas, e ainda pode causar vários incômodos no corpo como por exemplo dificuldades para respirar, dor na garganta, congestão nasal, pele extremamente seca, olhos inflamados e tosse alérgica.

Continua após a publicidade.

Segundo a médica Keylla, as crianças e os idosos são os mais atingidos pelas condições causadas pela baixa umidade relativa do ar. “Devido a baixa umidade as crianças e os idosos ficam mais propensos a contrair essas doenças ou piora dos quadros crônicos. A vacinação das pessoas com doenças crônicas, principalmente idosos e crianças é muitas vezes o que evita as formas graves das doenças como pneumonias e a insuficiência respiratória”, explicou Keylla sobre a importância da vacinação.

Segundo o meteorologista do Sistema de Proteção da Amazônia em Porto Velho (Sipam), Diego da Costa e Silva, quando a umidade é medida entre 20% e 30% (estado de atenção), é melhor não realizar práticas físicas a céu aberto de 11h às 15h. Entre 12% e 20% (estado de alerta), recomenda-se a total eliminação de exercícios físicos sob o sol das 10h às 16h, e não formar multidões em lugares fechados.

Com a umidade abaixo de 12% (estado de emergência) é necessário, suspender qualquer tarefa realizada ao ar livre no horário das 10h às 16h, a interrupção de práticas que impliquem na reunião de indivíduos em ambientes fechados, como salas de aula, cinema, entre outros, entre outras necessidades básicas.

Continua após a publicidade.

“É recomendável colocar sempre uma toalha úmida no quarto, arrear os ambientes fechados e hidratação, ingerir bastante líquido”, alertou a médica Keylla Bueno sobre os cuidados com a saúde nesse período.
Keylla ainda informou que ao adquirir qualquer uma dessas doenças, “é necessário procurar uma Unidade de Saúde para ser avaliado por um profissional de saúde e ver a real necessidade de tratamento ou de ser encaminhado para uma UPA”.

As queimadas são outros fatores preocupantes neste período, pois a fumaça e fuligem decorrentes da queima, podem prejudicar ainda mais a saúde respiratória da população.

Segundo o meteorologista do Sipam, Diego da Costa e Silva, é possível observar a diminuição dos dias com chuva. Em média, nesse período pode-se registrar três dias com chuvas, e o acumulado de chuva nesse período chega a 26,5mm no mês de julho, considerado o mês mais seco na capital.

Continua após a publicidade.

“Com a diminuição das chuvas, diminui também as superfícies aquosas que serviriam para alimentar a quantidade de vapor d’água na atmosfera através do processo de evaporação. Quanto menor a quantidade do vapor d’água na atmosfera, menor será a umidade relativa do ar e mais seco ele ficará”, explicou o meteorologista.

A umidade relativa do ar é mais baixa principalmente no final do inverno (Verão Amazônico) e início da Primavera, no período da tarde, entre 12h e 16h. Quando os níveis estão entre 20% e 30%, as regiões entram em estado de atenção, 12% e 20% estado de alerta e abaixo de 12% estado de emergência. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), a umidade relativa do ar ideal é entre 50% e 80%.

O meteorologista informou que o período seco tem início no mês de junho e dura até o mês de agosto. O mês de julho é o mês mais seco em Porto Velho. “Em média, chove 26,5mm em 3 dias de evento de chuva somente. O mês de setembro é o mês de transição do período seco para o chuvoso é quando as chuvas começam a acontecer com mais frequência”, explicou Diego sobre o período que a umidade relativa do ar volta a subir.

Porto Velho já está registrando umidades próximas dos 30% considerado estado de atenção. No decorrer do período seco, a capital pode se deparar com umidades ainda mais baixas. (SARA CICERA)



Noticias da Semana

Veja +