Serge Najjar (Beirute, 1973) conserva duas lembranças dos anos oitenta: esquivar-se de bombas e proteger telas.
Seu pai era colecionador de arte quando estourou a guerra civil de Líbano, em 1975, e a cada fuga era uma mudança. “Odiava a arte, não entendia por que essas coisas eram tão valiosas como nossas vidas”. Mas se hoje estourasse outra guerra, proteger as obras de Serge seria prioridade na casa Najjar.
É advogado, mas seu talento visual para congelar estruturas entre concreto, sombras e humanos é tão espetacular que ultrapassou as leis do enquadramento.
“Essas teorias de lutar pelo que a pessoa quer e tal me pareciam uma fraude, mas é que a fotografia é o que faço bem”, diz quem tem triturado em sua cabeça movimentos como o fauvismo, cubismo ou construtivismo.
O resultado, nas paredes da casa do pai de Serge e no seuInstagram
REBECA QUEIMALIÑOS
El País