Prisão e soltura de Ramagem nos EUA desmente governo Lula e mobilizam PF e Senado



Redação, Porto Velho RO, 17 de abril de 2026 - A prisão e a rápida soltura do ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos provocaram uma reação imediata das autoridades brasileiras e abriram um novo capítulo de tensão diplomática entre os dois países.

Ramagem foi detido na segunda-feira (13), em Orlando, na Flórida, por agentes do serviço de imigração dos EUA (ICE), em uma ação baseada em irregularidades no trânsito. Considerado foragido da Justiça brasileira após condenação a mais de 16 anos de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado, ele havia deixado o Brasil em 2025 e se refugiado no exterior.

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O governo do Brasil e a Polícia Federal imediatamente alardearam que a prisão fora resultante de parceria com governo americano com o objetivo de extraditar o ex-deputado federal cassado e refugiado irregularmente na América.

Dois dias depois, porém, o ex-parlamentar foi liberado pelas autoridades norte-americanas, contradizendo as narrativas e surpreendendo o governo brasileiro. A soltura ocorreu na quarta-feira (15), e nem sequer foi comunicada formalmente à Polícia Federal (PF), segundo informações apuradas pelas autoridades.

Em declarações após deixar a prisão, Ramagem afirmou que a detenção foi apenas por “questão migratória”, negando qualquer relação com infrações mais graves. Enquanto isso, sua defesa sustenta que ele pediu asilo político nos Estados Unidos, o que pode ter influenciado a decisão de soltura enquanto o pedido é analisado.

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A reação no Brasil foi imediata. A Polícia Federal iniciou tratativas com autoridades americanas para entender as circunstâncias da liberação e buscar meios de viabilizar a deportação do ex-deputado. Um relatório com informações detalhadas já está sendo preparado para reforçar o pedido junto ao governo dos EUA.

No campo político, o Senado Federal também entrou no caso. A Comissão de Relações Exteriores aprovou o envio de uma missão oficial aos Estados Unidos, com visitas previstas a Orlando e Washington. O objetivo é verificar a assistência consular a brasileiros detidos e acompanhar de perto a situação de Ramagem, além de avaliar o cumprimento de acordos internacionais.

O episódio evidencia não apenas a complexidade jurídica envolvendo pedidos de asilo e extradição, mas também os desafios da cooperação internacional em casos que misturam questões criminais, políticas e diplomáticas.

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Fonte: noticiastudoaqui.com




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