Apesar de muitas afirmações de que a mulher não tem ainda o que comemorar no Dia Internacional, 8 de março, os fatos demonstram o contrário. Há o que comemorar sim. Muitos avanços têm sido registrados, no mundo inteiro, num universo que, por milênios foi, predominantemente, masculino.
Ainda nem completou um século de quando a professora potiguar, Celina Guimarães Vieira, se apresentou numa seção eleitoral de Mossoró, RN, para votar em 1927. Era a primeira mulher do Brasil a exercer a cidadania até então reservada somente aos homens. Em 1934 a Constituição Brasileira consolidou a conquista feminina.

De lá para cá a mulher vem crescendo na conquista do seu espaço e no reconhecimento de suas capacidades. Em todas as áreas e em todas as profissões, Celina foi quem abriu a porta para todas as mulheres brasileiras.

Vitoriosas
Hoje temos mulher astronauta, frentista, empresária, motoristas de carretas, médicas, dentistas, economista, borracheiras, tratoristas, atletas, campeãs de UFC, futebol e lutas marciais. Mulher empreendedora, magistrada e educadora, acadêmica e trabalhadora em todas as atividades.

Hoje, pouco se ver mulher ‘do lar’, sem profissão. Esse tempo está passando. Assim como passou a sentença de ‘sexo frágil’. Não existe mais atividade humana que a mulher não possa fazer. O homem deixou de ser o ‘sexo forte’. A igualdade é a nova ordem.
As barreiras
É só entrar numa sala de aula de qualquer faculdade do Brasil e constatar a predominância feminina. Determinadas, buscam o conhecimento para vencer uma das últimas barreiras que enfrentam: salários menores que os dos homens exercendo a mesma atividade. Além, lógico de outras como a violência que sofrem dentro e fora de casa.

Levantamento recente demonstra que entre 600 profissões, somente 90 pagam melhor para as mulheres. Principalmente as ligadas à educação e à saúde. Mas em 357 atividades, os homens ganham pelo menos 5% a mais que elas.

Diretoras de instituições educacionais, principalmente no setor público, por exemplo, chegam a ganhar até 69% mais que os homens. Já os diretores de redação das empresas de comunicação, ganham até 183% mais que elas.
Na média geral, as mulheres ganham 45% menos no Brasil. Destacando-se, para romper essa diferença, as mulheres com ensino superior. Nesse grupo, em média, os homens ganham R$ 3.756,84 e, as mulheres, R$ 2.592,65, por mês.

Entre aqueles que têm apenas o ensino médio completo, a diferença da média salarial entre homens e mulheres é menor, mas os homens continuam ganhando mais, 10,89%. Nesses postos, os homens ganham, em média, R$ 1.570,89 e as mulheres, R$ 1.416,60.
O início
A Nova Zelândia, em 1893, e a Finlândia, em 1906, foram os primeiros países a reconhecer o direito das mulheres ao voto.
Na Grã-Bretanha, o movimento das mulheres conquistou o direito ao voto após a Primeira Guerra Mundial. O exemplo das mulheres britânicas espalhou-se pela Europa.
Nas Américas, a Constituição dos Estados Unidos, promulgada em 1787, só definiu o direito de voto para as mulheres em 1919, através da Emenda Dezenove.
O Equador foi o primeiro país latino-americano a permitir que suas cidadãs votassem, em 1929.
Somente há pouco mais de 90 anos as mulheres brasileiras conquistaram o direito ao voto, adotado em nosso país em 1932, através do Decreto nº 21.076 instituído no Código Eleitoral Brasileiro, e consolidado na Constituição de 1934.
Fonte: Noticiastudoaqui.com
Com pesquisa à Agência Brasil e Google