Os caminhoneiros, que consomem diesel, já provaram que podem parar o Brasil a hora que quiserem. Tanto que o governo federal acabou de negociar novo acordo com a categoria para abortar nova paralisação que já estava marcada para o dia 29.
Os caminhoneiros representam cerca de 5 milhões de veículos habilitados para circular, segundo a Polícia Rodoviária Federal. Eles transportam as riquezas do país em mais de 1 milhão e 700 km de rodovias, das quais somente cerca de 13% são asfaltados. Eles têm a força.
Mas, e nós, somos cidadãos trabalhadores, usuários de 43 milhões de veículos entre automóveis e picapes, consumidores de gasolina e álcool, quem nos defende? Quem nos representa ou fala por nós?
Na verdade, ficamos por conta somente das instituições públicas de defesa do consumidor como os Procons estaduais; as promotorias de justiça de defesa do consumidor; conselhos estaduais de defesa do consumidor e aqui e acolá uma entidade civil tipo associação de defesa do consumidor.
São, na maioria, entidades públicas voltadas para a defesa do consumidor de tudo. Inclusive de gasolina e álcool. As poucas civis, não têm capacidade de mobilização contra o aumento, também abusivo, do preço destes combustíveis e nem do combate à cartelização dos preços.
Assim, todos ganham e nós, consumidores, só perdemos. Ganha os governos com impostos injustos; os produtores, distribuidores e revendedores, pois manipulam os preços e determinam o valor a ser arrancado do bolso de cada pessoa. Dono ou não de veículo.
As entidades públicas não têm capacidade e, muitas vezes interesse, em fiscalizar, controlar ou contestar valores estabelecidos pela Petrobrás. Até porque os servidores destas organizações trabalham usando veículos públicos onde quem paga o combustível é o consumidor. Além do fato de terem outras demandas para atender.
É nesse contexto que a nossa gasolina é muito cara, é cartelizada – recentemente publicamos matéria demonstrado a cartelização em Porto Velho – e vai daqui para o Paraguai, a Bolívia, o Peru e outros países onde é vendida em rede de postos de combustíveis da Petrobrás, pela metade ou até menos ainda, dos preços cobrados no Brasil.

Dois vídeos feitos por viajantes na Semana Santa, estão demonstrando isso. Num posto de gasolina em São Thiago do Chile, por exemplo, 1 litro de óleo diesel custa somente R$ 1 e a gasolina, R$ 1 e 50 centavos. O posto é da Petrobrás.
Noutro posto da Petrobrás na cidade Salto del Guairá, no Paraguai, a gasolina aditivada custa R$ 2,62. Enquanto aqui está em R$ 4,70. E aí, quem vai nos defender? Nós também podemos parar o Brasil.

Veja os vídeos a seguir:
Fonte: noticiastudoaqui.com