O buraco de aprofunda



O mundo real responde às especulações, fabulações e propagandas: o Brasil perdeu 43 mil empregos diretos no mês passado, o maior índice negativo nos últimos cinco meses. Não há número mais cruel do que esse. Ele é agravado pela legião dos que têm que buscar a sobrevivência na economia informal, clandestina ou criminosa. E pelos que desistiram de buscar um emprego e estão prostrados em casa, na casa de outros ou na rua.

Por efeito, provavelmente logo aparecerá uma reestimativa para baixo do desempenho da riqueza nacional, com o nono mês de previsão de queda do PIB 2019. Caminhamos para o vácuo de 2016/17/18. Ao fracasso do PT e do MDB, com Dilma e Temer, vem se justar, muito mais cedo do que nem o mais pessimista dos analistas poderia prever, o fenômeno, o mito Bolsonaro, com sua superficialidade e seus filhos arrogantes, que olham mais para a tela do celular (como o pai) do que para o ambiente em torno, atrás de vítimas (agora é o general Mourão), como autênticos predadores carniceiros.

O fundo do poço é mais profundo que parecia para quem olhava do topo do buraco. O Brasil está perdendo mais uma volta do trem da história, que o levaria para cima. Será que os parlamentares - da esquerda, do centro e do além - vão continuar a exibir seu deboche e despreparo diante do furacão de empobrecimento que se aproxima?

LÚCIO FLÁVIO PINTO
Belém (PA)



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