Plano de educação básica do MEC prevê 108 escolas militares até 2023



Militares da reserva deverão atuar como tutores nas novas unidades; iniciativa também envolve mais creches e acesso à internet

BRASÍLIA - O MEC (Ministério da Educação) pretende implementar 108 escolas militares até 2023. A ideia é que, a cada ano, haja 27 novas unidades do modelo, uma por unidade da federação.

Chamadas de escolas cívico-militares pelo MEC, o modelo prevê a atuação de equipe de militares da reserva no papel de tutores —diferente das escolas militares, que são totalmente geridas pelo Exército. 

"O pressuposto é que sejam em locais carentes para não [aumentar a desigualdade]", disse o secretário de Educação Básica do MEC, Jânio Macedo. As escolas militares agradam o presidente Jair Bolsonaro (PSL).

De acordo com Macedo, o projeto prevê um gasto de R$ 40 milhões por ano. Também haverá apoio para qualificação de unidades que já integram a modalidade.

Das atuais 203 escolas de gestão compartilhada com militares, o MEC vai ajudar 112 até 2023. As novas unidades serão criadas por adesão dos estados. 

O objetivo é promover parcerias com a PM, com os bombeiros ou com o Exército. Escolas militares ganharam evidência nos últimos anos por causa de indicadores educacionais positivos e por atacarem o problema da indisciplina.

Por outro lado, educadores se opõem à militarização da educação e à priorização de investimentos no modelo. Reportagem da Folha mostrou que as escolas militares e institutos federais com o mesmo perfil de alunos têm desempenho similar.

O MEC lançou na manhã desta quinta-feira (11) o chamado Compromisso Nacional pela Educação Básica, que é um plano estratégico para a etapa. O planejamento foi construído a partir de conversas com o Consed e Undime, entidades que representam os secretários estaduais e municipais de educação.

 


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