Exemplo de primeira classe em voos internacionais. Sabia que nós é que pagamos esse luxo? Mesmo desempregados, sem água tratada nem esgoto.
No país do absurdo que é o Brasil, a regra secular, é a elite que compõe os poderes da República na União, nos Estados e nos Municípios, se apropriarem das riquezas que o povo leva metade do ano trabalhando para recolher aos cofres públicos.
Recentemente o senador Confúcio Moura declarou que Senado Federal gasta muito dinheiro: “são R$ 4 bilhões e 500 milhões por ano para somente 81 senadores. É muito dinheiro!”. E completou: “todos os poderes recebem uma quantia fixa. Têm que gastar ou devolver!” Aí eles gastam com palácios suntuosos e todo tipo de mordomia.
São tantos os privilégios que um senador, com 85 assessores, por exemplo, poderia abrir uma empresa de médio porte no Brasil. Ele equivale a uma grande loja de departamentos. Só que não se preocupa com aluguel, pagamentos de fornecedores, folha de pagamentos de empregados, contas de luz, impostos, lucro, nada. Nós pagamos tudo para ele.
Veja, como exemplo de mordomias e privilégios, o que se passa no Poder Judiciário.
O ministro Teori Zavascki assinou um documento (Resolução nº 545/2014) que determinou viagens de primeira classe para todos os ministros em voos internacionais.
As diárias em hotéis chegam a 727 dólares (aproximadamente 2.700 reais), enquanto as passagens em voos de primeira classe podem custar 40 mil reais. Como comparação, as passagens econômicas, usadas pela maioria da população, custam por volta de 4 mil reais.
Também foi decretado que cada ministro pode gastar 3 salários mínimos por dia nessas viagens, ou seja, cada ministro ganha 1 salário mínimo a cada 8 horas, enquanto metade das famílias dos trabalhadores brasileiros se sustentam com 1 salário (ou menos) ao mês! Isso, os que trabalham com carteira[O1] assinada, pois temos 14 milhões de desempregados que vivem de trampo.
Apenas em maio de 2018, o ministro Dias Toffoli gastou, sozinho, 74 mil reais entre passagens de primeira classe e diárias de luxo em apenas uma viagem para a Rússia. Em outubro do mesmo ano, gastou 58 mil reais viajando para Veneza.
Faça as contas e veja quanto isso custa aos cofres públicos, quer dizer, ao nosso bolso, uma vez que todos os ministros possuem esse mesmo privilégio.
O Brasil é um dos países com a pior distribuição de renda no mundo, deixando poderosos usufruírem do luxo, enquanto os cidadãos, na sua absoluta maioria, passam a vida tentando garantir o mínimo para sobreviver.
Nos transformaram numa massa de meros escravos vivendo na esperança de que as riquezas que geramos se transformem em algum benefício em nosso favor. Mero engano. Se transformam em privilégios para eles.
O Brasil está no caminho certo ao fazer as reformas que precisa para destravar o crescimento. O governo federal está correto com as ações para baixar o preço do gás de cozinha e dos combustíveis que afetam diretamente aos mais pobres.
Mas ainda não basta. Precisamos cobrar, veementemente, o fim das mordomias e privilégios instalados em todos os níveis dos poderes. Precisamos mostrar para a população, que está olhando para esses gastos, que não podemos manter o luxo, por exemplo, dos ministros do STF!
Fonte: noticiastudoaqui.com