"A acusação sem fundamento evidencia completo desconhecimento da magnitude do Ibama e das suas funções", rebate presidente do Ibama
O Ministério do Meio Ambiente publicou nesta segunda-feira (12) portaria instituindo os Núcleos de Conciliação Ambiental (Nucam) no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que vão funcionar com representações nas capitais de todas as unidades da federação, além do município de Santarém, no Pará.
A portaria regulamenta o decreto editado pelo presidente Jair Bolsonaro no mês de abril, tornando obrigatório que os órgãos de fiscalização estimulem a conciliação entre pessoas multadas por danos ambientais e os aplicadores das multas. O decreto prevê, por exemplo, que o núcleo de conciliação terá poder para anular os atos de infração emitidos pelos fiscais do Ibama.
“A criação de núcleos espalhados pelo Brasil pode abrir oportunidade para corrupção, na medida em que esses núcleos terão autonomia para cancelar e anular multas, isso foge do controle central dos órgãos; quem vai controlar este tipo de pressão nos Estados? Não há nada na portaria que fale sobre a transparência e a publicidade desse tipo de conciliação, ou seja, ela vai se dar a portas fechadas, em gabinetes itinerantes de forma descentralizada. Qual o controle social desse procedimento?”, questiona o ambientalista.
Dois projetos tramitam no Congresso na tentativa de anular o decreto presidencial que criou os núcleos de conciliação. Na Câmara, a proposta foi apresentada pela bancada do PT e no Senado, pelo senador Fabiano Contarato (Rede-ES), presidente da Comissão de Meio Ambiente. As duas proposições argumentam, principalmente, que a Lei de Crimes Ambientais não tem previsão deste tipo de esfera de mediação e por isso o decreto extrapola o poder regulamentador.
Fonte: Congressoemfoco