O Poder Judiciário brasileiro, um dos três que compõem o sistema democrático, juntamente com o Executivo e o Parlamentar, nunca foi tão popular quanto atualmente. Ele está, diariamente, em todos os veículos de comunicação, nas mídias e redes sociais da Internet e na boca do povo.
Hoje, qualquer brasileiro, da cidade ou da roça, de qualquer canto do país, sabe o que é o Supremo Tribunal Federal (STF), o nome dos ministros que o compõem, o que fazem e até o que deixam de fazer.
Mas os cidadãos não estão gostando das notícias, verdadeiras ou falsas, oriundas deste Poder e dos seus ministros, principalmente da sua mais alta corte: justamente o STF.
Por isso, há seguidos pedidos de ‘impeachment’ de ministros. Entre eles, Gilmar Mendes e Dias Tóffoli, os mais apontados. Assim como pedido de abertura de inquéritos investigativos de condutas de ministros que dizem ter ‘conduta ilibada’, uma das condições para o cargo
A insatisfação só cresce. Tanto, que entre as reformas para mudar e destravar o país em discussão no Congresso Nacional, como o da Previdência, a Tributária e a Política, entrou na pauta a Reforma do Judiciário.
E não é sem razões que a sociedade está clamando pelo restabelecimento da moralidade e do respeito à Constituição. Como também, pelo contenção no uso do dinheiro público e o fim de privilégios descabidos.
Nesse sentido, rola nas redes sociais, um vídeo fazendo uma demonstração de pequena parcela dos absurdos praticados com o dinheiro do cidadão trabalhador e da sociedade por aquele Poder. Confira no vídeo a seguir.
A desaprovação pública é tão grande que vem suscitando todo tipo de manifestações contrárias às condutas do colegiado e, individualmente, de alguns ministros claramente repudiados.
Justas ou injustas, verdadeira ou falsas, elas estão aí. Como a crítica ácida de suposta capa de famoso semanário francês, conforme se ver abaixo.

E também na capa da edição da Revista Crusoé de 16 de agosto de 2019, conforme imagem abaixo.

E um vídeo de ampla disseminação, de suposto auditor, explicando como funciona o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). E mesmo sem declarar o nome, mostra o rosto e, do seu ponto de vista, esclarece porque o ministro Dias Tóffoli, presidente do STF, deu aquela canetada que possibilita tirar os mais poderosos corruptos da mira da Justiça e do caminho da cadeia ou de dentro dela.
Pelo ministro Tóffoli, o Ministério Público só pode usar os dados de operações financeiras suspeitas de crime, detectados pelo Banco Central, para abrir inquérito e investigar, se for autorizado pela Justiça.
E se um ministro de cortes superiores e até mesmo do STF for o suspeito? Ao que explica o suposto auditor, autor do vídeo, foi exatamente o caso que moveu Dias Tóffoli a dar a canetada.
Veja com atenção, o vídeo a seguir, onde o autor dá a cara para bater, mas explica os meandros do poder e as razões de Tóffoli.
A Revista Crusoé dá pistas da sua matéria de capa na edição citada acima.
Veja:
A passagem abaixo explica as razões da aliança por conveniência:
As bodas ocorreram, de fato, no dia 16 de julho. Foi quando Toffoli deu a decisão que travou a única investigação com potencial de causar embaraços sérios para o clã Bolsonaro na Justiça. “Foi uma catarse”, diz uma fonte sobre a maneira como a primeira-família da República recebeu a decisão. Havia motivos para tanto. Em uma canetada solitária, durante o recesso do Judiciário, Toffoli atendeu a um pedido dos advogados de Flávio Bolsonaro e suspendeu o inquérito aberto a partir do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, que havia apontado transações financeiras suspeitas envolvendo o agora senador e alguns funcionários e ex-funcionários de seu gabinete na Alerj, a Assembleia Legislativa do Rio, na época em que ele era deputado estadual…
Já os dois trechos a seguir mostram as consequências da aliança que se esboça em Brasília. A primeira vítima é o Coaf…
De lá para cá, os gestos do Palácio do Planalto em retribuição ao ministro se acumulam. Bolsonaro passou a ouvir com mais atenção os pleitos oriundos do outro lado da Praça dos Três Poderes. Por exemplo: Toffoli e Gilmar, entendiam que o Coaf estava aparelhado pela Lava Jato — a qual, na visão de setores importantes dos tribunais, estaria interessada em avançar sobre o Judiciário. A queixa tinha endereço certo: Roberto Leonel, o presidente do conselho, escolhido no início do governo por Sergio Moro. Antes de desembarcar em Brasília juntamente com o próprio Moro, Leonel havia integrado a força-tarefa da Lava Jato no Paraná, como representante da Receita, órgão do qual é funcionário. Bolsonaro, ao que tudo indica, rendeu-se à pressão do Judiciário e ordenou a Paulo Guedes que tirasse Roberto Leonel do posto. A demissão ainda não foi consumada, mas está em vias de ocorrer…
…e, depois, a Receita Federal:
Em outra frente, a própria Receita Federal, outro alvo da fúria de Toffoli, Gilmar e companhia, passará por profundas transformações. A caça às bruxas já começou – e justamente pelos setores ligados às apurações internas que miraram as transações financeiras de ministros e seus familiares. Já é dado como certo, internamente, que haverá mudanças, por exemplo, em posições estratégicas da área de inteligência. No atacado, a Receita será reestruturada. Deverá virar uma autarquia. A exemplo do que está em marcha no Coaf, a ideia é limitar o campo de ação do órgão. Auditores perderão poder de investigação…
Fonte: noticiastudoaqui.com
(Com pesquisas)