Repórteres da 'CBN' e do 'Estado' foram insultados por apoiadores do ex-presidente; líderes tiveram que intervir
Os líderes da CUT e do MTST, Vagner Freitas e Guilherme Boulos, tentaram acalmar os manifestantes, mas o clima é pesado no local. Um grupo de jornalistas está cercado na área da agressão e não consegue sair.
Repórter é agredido no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde Lula está Foto: Ricardo Galhardo/Estadão
O repórter chegou com identificação de imprensa da CBN pela porta do estacionamento. Estava rodeado de vários outros jornalistas sem identificação. A multidão começou a gritar palavras de ordem contra a Rede Globo e se deslocou atrás do repórter.
Zarattini conseguiu se colocar no meio antes que eles chegassem ao repórter. Houve empurra-empurra e ele foi levado até a parte de acesso restrito. Seguranças dizem que o removeram do predio.
As agressões a jornalistas têm sido recorrentes nas manifestações contra a prisão de Lula. Houve registros em São Bernardo e em Brasília. Um carro do Correio Braziliense foi apedrejado na capital federal e um fotógrago do Estado foi atingido por ovos na cidade do ABC paulista.
Curitiba
Equipes de reportagemtambém foram hostilizadas em frente à Polícia Federal em Curitiba. Os maiores alvos são as equipes de televisão, como Globo e SBT. Gritos de ordem contra a imprensa são feitos nos momentos em que os repórteres fazem passagens ao vivo ou gravam falas diante das câmeras. Não há informação sobre casos de agressão físicas.
Os grupos contrários e favoráveis a Lula estão em áreas separadas. A polícia pediu que as pessoas que protestam não usem caixas de som, embora os dois lados já tenham ligado equipamentos de som. O PT promete fazer uma "vigília permanente" na região. O partido tenta alugar um terreno próximo à PF para montar um acampamento.