Estudando para o Enem? Conheça o curso que empresas de MT pagam para você fazer



É algo novo e a demanda é tão grande que sete empresas vão pagar os estudos de uma turma inteira. O vestibular 2020 já está aberto

O setor que movimenta a economia de Mato Grosso está em busca de um novo tipo de profissional: alguém que entenda de tecnologia e consiga transformar os dados fornecidos pelo maquinário agrícola ultratecnológico em informações simples que vão orientar, por exemplo, onde e quando plantar ou colher o que.

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A demanda é tão grande que sete empresas do agronegócio que atuam no Estado se uniram para bancar a formação de uma turma inteira. São 33 bolsas de estudo – além de bolsas-auxílio de R$ 1 mil – para quem escolheu cursar agrocomputação.

O curso é inédito em Mato Grosso – só existe um semelhante em São Paulo – e, de acordo com Rubens de Oliveira, diretor acadêmico da Fatec Senai – onde as aulas são ministradas –, foi desenvolvido com a participação das empresas interessadas nesse profissional.

Quem se forma, vai atuar no ramo da “agricultura de precisão” e “gestão de propriedades rurais”. E apesar de esses termos fazerem parecer que se trata de um agrônomo “high tech”, Oliveira afirma que está muito mais para um analista de sistemas do campo.

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“Tem uma parte de ele entender uma propriedade rural, como funciona o equipamento agrícola, o plantio e a colheita. Mas existe uma outra parte que é a de tecnologia da informação: Internet das coisas, banco de dados, inteligência artificial, big data, ciência de dados”, ele explica.

No fim do curso, quem se forma deve estar capacitado para orientar o gerente ou proprietário da fazenda a tomar decisões. Tudo embasado em informações que são geradas por equipamentos agrícolas que já estão em uso, mas cujos dados ainda não são explorados como poderiam.

O salário inicial desses profissionais, ainda de acordo com Oliveira, varia de R$ 2,5 mil a R$ 3,5 mil. O diretor acadêmico acredita, contudo, que conforme a experiência no mercado de trabalho for acumulada, a remuneração poderá progredir para algo entre R$ 6 mil e R$ 12 mil.  

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Onde fazer?

Quem ingressar no curso de agrocomputação deve sair formado – com diploma de nível superior – em três anos. A exceção é para a turma que terá início nesta segunda-feira (28).

Segundo Rubens de Oliveira, a urgência das empresas pelos profissionais era tanta que a Fatec Senai criou uma turma extraordinária de período integral.

Os alunos vão estudar nos períodos da manhã e da tarde para se formar na metade do tempo. São eles que estão sendo pagos para se formar.

“Tem empresa que já contratou o aluno como estagiário. Outras já tinham o funcionário e estão pagando a mensalidade e deixando a pessoa estudar o dia inteiro”, explica o diretor acadêmico.

Por enquanto, o curso está sendo ministrado exclusivamente em Rondonópolis (220 km de Cuiabá), mas em fevereiro uma nova turma será aberta na Capital. No total, 50 vagas estarão disponíveis.

O vestibular já está com as inscrições abertas e o custo da mensalidade é de aproximadamente R$ 430.

Fonte: O Livre 



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