Paulino fazia parte do grupo autodenominado Guardiões da Floresta, que defendia a terra indígena de ataques de madeireiros e grileiros
![]() |
A Polícia Federal vai investigar o assassinato do líder indígena Paulo Paulino Guajajara na Terra Indígena de Araribóia, no Maranhão. Ele foi morto com um tiro no rosto nessa sexta-feira (1º) em confronto com madeireiros na região de Bom Jesus das Selvas, dentro da própria reserva indígena. "Não pouparemos esforços para levar os responsáveis por este crime grave à Justiça", afirmou neste sábado (2) o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.
Além de Paulino, o líder indígena Laércio Souza também sofreu ferimentos graves ao ser baleado nas costas e nos braços. As primeiras informações são de que eles foram alvos de uma emboscada feita por madeireiros e grileiros. Os dois fazem parte de um grupo de agentes florestais indígenas chamado de "Guardiões da Floresta", que reúne 180 indígenas e realiza ações noturnas contra madeireiros desde 2012. Há suspeita de que um dos autores do ataque também morreu.
