Presidente do Fundo para a Educação é exonerado do MEC



Exonerações nos principais cargos do MEC (Ministério da Educação) são indicações de provável saída do ministro Abraham Weintraub no próximo ano

 

Rodrigo Sergio Dias foi exonerado da presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) nesta segunda-feira (23). O órgão é um dos principais braços do Ministério da Educação (MEC), com um dos maiores orçamentos da pasta, cerca de R$ 58 bilhões, é responsável por garantir a transferência de recursos para programas que vão desde a merenda ao Financiamento Estudantil (Fies).

Nos últimos dias, o ministério sofreu um esvaziamento, com nomes importantes deixando os cargos que ocupavam. Segundo fontes, essa é uma indicação de que o próprio ministro Abraham Weintraub vai sair do cargo. 

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Rodrigo Sergio Dias foi exonerado

A exoneração de Dias foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial na noite desta segunda. Para o cargo, foi nomeada a servidora Karine Silva dos Santos. Em nota, o MEC disse que a "escolha do nome se deu pelo perfil técnico". Karine trabalha no FNDE desde 2009 e já atuou em diversos cargos de chefia do órgão.

O Estado apurou que a demissão cria novas atritos a Weintraub, já que Dias tem forte ligação e foi uma indicação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. 

Nomeado em agosto para o cargo, o advogado, que fez parte do governo Michel Temer, nunca agradou o ministro por ter muito trânsito político. Ele assumiu o cargo em meio à votação da reforma da Previdência no Congresso. Também deixam os cargos Guilherme Arthur Botelho Victorio Cerioni (chefe de gabinete) e Gilvan Silva Batista (diretor Financeiro).

Segundo fontes, Weintraub é malvisto tanto pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, quanto pelo secretário-geral da Presidência, Jorge Antonio de Oliveira Francisco, que avaliam que suas polêmicas são desnecessárias e prejudicam o governo.

Na Economia, reclama-se ainda do fato de ele pensar em projetos e sequer comunicar a área econômica, como o Future-se, que previa criação de fundos. O ministro também não tem apoio no Congresso, onde foi convocado a explicar declarações polêmicas e acusações sem provas. 

Karine é a terceira a ocupar a presidência do FNDE somente neste ano, sendo que a chefia do órgão ficou sem ninguém no comando por mais de 45 dias no início do ano - o que levou ao atraso de pagamentos para faculdades privadas. Antes de Dias, o fundo foi presidido por Carlos Alberto Decotelli, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e indicado ao cargo pela ala militar do governo Jair Bolsonaro.

Os principais órgãos do MEC tiveram diversas mudanças de chefia neste ano, como o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior (Capes).

Fonte: R7



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