Lava Jato cumpre 15 mandados de busca e apreensão em Brasília, João Pessoa, Campina Grande (PB) e Cabedelo (PB)



 

A Operação Lava Jato denunciou hoje o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), Vital do Rêgo Filho (MDB-PB), por corrupção e lavagem de dinheiro em investigação que envolve o pagamento de propina quando ele era presidente da CPMI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras, em 2014. A denúncia ocorre no mesmo dia em que a PF (Polícia Federal) realiza uma nova fase da operação para cumprir mandados relacionados à investigação.

A PF cumpre 15 mandados de busca e apreensão em Brasília, João Pessoa, Campina Grande (PB) e Cabedelo (PB). Esta é a 73ª fase da Lava Jato e visa apurar o pagamento de R$ 4 milhões em propina que envolve a atuação de Vital do Rêgo e de executivos da empreiteira OAS. Segundo o MPF, (Ministério Público Federal), o esquema também envolve uma doação eleitoral da OAS para o MDB, partido do ministro do TCU.

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A investigação do MPF apontou que Vital do Rêgo recebeu R$ 3 milhões de Léo Pinheiro, então presidente da OAS. A quantia milionária deveria garantir que o ministro do TCU, à época senador pela Paraíba, não convocasse executivos da empreiteira para depor na CPMI da Petrobras, que apurava ilegalidades na estatal.

Os pagamentos a Vital do Rêgo foram feitos por meio de contratos fictícios da OAS com a empresa Câmara e Vasconcelos, que renderam R$ 2 milhões em espécie em benefício do então senador, e um contrato superfaturado da empreiteira com a Construtora Planície, que rendeu mais R$ 1 milhão em propina. Totalizando R$ 4 milhões, a OAS ainda fez uma doação de R$ 1 milhão ao Diretório Nacional do MDB.

Vital do Rêgo é investigado pela Lava Jato desde 2016, quando o STF determinou abertura de inquérito sobre a suspeita do pagamento de propina. Então senador, o parlamentar também já foi deputado federal e estadual, tendo assumido como ministro do TCU em 2015.

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Sem foro

Apesar de ser ministro do TCU, Vital do Rêgo não tem foro por prerrogativa na investigação porque não ocupa mais o cargo de senador, ao qual é relacionada a apuração do MPF.

Em outubro do ano passado, o ex-deputado federal Marco Maia (PT-RS) já foi denunciado pelo MPF no âmbito da mesma investigação. Ele era relator da CPMI da Petrobras e também teria recebido propina, no valor de R$ 1,2 milhão.

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Fonte: Uol



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