Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, falou a uma rede de TV norte-americana sobre a liberação de pagamentos pelo WhatsApp
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O Banco Central deve autorizar o recurso de pagamentos e transferências pelo WhatsApp. Foi o que afirmou Roberto Campos Neto, presidente da instituição, na última sexta-feira (4).
De acordo com ele, o recurso está sob análise de aprovação pelo BC. Essa análise envolve a identificação de eventuais problemas que a operação possa trazer em sua implantação no país, tanto em relação à concorrência quanto aos direitos dos usuários.
“Projetos como estes devem passar por um processo de aprovação. Quando o WhatsApp propôs o arranjo, entendemos que era um arranjo grande. Dissemos que como era grande e tinha várias dimensões, pedimos que entrassem no rito de aprovação como ocorre normalmente. E será aprovado”, afirmou o presidente do BC, em entrevista à rede de TV estadunidense Bloomberg.
Nesse sentido, Campos Neto informou que o Banco Central está focado em promover a competição e proteger os dados dos cidadãos.
O presidente do BC ressaltou que a intenção é que as grandes empresas de tecnologia entrem no Brasil, por isso a instituição está preocupada em garantir a concorrência. “Você pode ter um sistema que comece competitivo, mas no fim acabe não tendo esta característica”, alertou.
Pagamento pelo WhatsApp
Quando anunciou o recurso, em junho, o WhatsApp disse que permitiria transferir dinheiro e fazer compras em estabelecimentos por meio do aplicativo de mensagens, com a proteção da plataforma Facebook Pay.
Primeiramente, o recurso do WhatsApp estaria disponível para clientes do Banco do Brasil, Nubank e Sicredi que têm cartão de crédito ou débito das bandeiras Visa e Mastercard. As transações seriam processadas pela Cielo e não preveem custos para consumidores e pessoas físicas. Já as empresas terão de arcar com uma taxa por transação. As pequenas empresas são um dos principais focos do lançamento.
Porém o início do projeto de pagamento pelo WhatsApp está suspenso desde 23 de junho devido a necessidade de estudo dos riscos. Isto porque, conforme o BC, sem uma avaliação, o serviço poderia trazer prejuízos ao mercado brasileiro.
Fonte: Brasil123
