|
|
|
Representantes de supermercados e produtores de alimentos foram notificados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre a alta do preço nos produtos da cesta básica.
O ministério deu o prazo de cinco dias para a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e as associações de produtores explicarem os preços praticados atualmente, a exemplo do arroz.
Após explicações, a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) vai investigar sobre a conduta dos produtores e se houve abuso e/ou infração aos direitos dos consumidores. As multas podem chegar a R$ 10 milhões.
“O aumento de valores foi notado especialmente em relação ao arroz que, apesar dos positivos volumes produtivos da última safra, sofreu diminuição da oferta no contexto global, o que ocasionou elevação no preço”, diz o governo.
Em nota, a secretária nacional do Consumidor diz a necessidade de identificar os motivos que levaram a alta de preço fora do normal e tomar medidas para conter o avanço.
“Não podemos falar em preços abusivos sem antes avaliar toda a cadeia de produção e as oscilações decorrentes da pandemia. Por essa razão, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor expediu ofícios para o levantamento de dados que são necessários para aferir qualquer abusividade”, afirmou.
Além de notificar, a secretaria vai debater com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o Ministério da Economia ações que visam reduzir os preços dos alimentos.
O requerimento que pede explicações foi divulgado nesta quarta-feira (09), enquanto João Sanzovo Neto, presidente da Associação Brasileira de Supermercados, estava em reunião com Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto.
Ao final da reunião, Sanzovo Neto afirmou que os supermercados não podem ser considerados “vilões” da cesta básica, e que o setor vem com margem de lucro baixa devido a competitividade do setor.
Após questionamento da Senacon, a associação disse que mostrará a “realidade”.
“Nós temos todos os relatórios. Inclusive, as associações dos produtores têm informando o que oscilou de cada produto. Isso vai ser muito tranquilo e temos confiança na Senacon porque eles também têm órgãos de pesquisa e eles sabem que essa oscilação está ocorrendo e nós vamos explicar por que e espero que os outros setores da cadeia, da roça até o supermercado, também expliquem”, declarou.
Fonte: Brasl123
