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Após sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a indicação do desembargador federal Kassio Nunes Marques para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi aprovada pela comissão por 22 votos a 5. A sabatina durou dez horas.
O nome de Kassio ainda precisa ser votado no Plenário do Senado, o que deve ocorrer ainda hoje porque foi aprovado requerimento de urgência. Para ser confirmado ministro do Supremo, são necessários os votos de 41 dos 81 senadores. A votação é secreta.
O candidato se valeu, em seus primeiros 30 minutos, para relembrar sua história de vida, e também tocou em temas como a sua formação profissional e acadêmica – já que, nas últimas semanas, pairaram dúvidas sobre os diplomas apresentados pelo magistrado. Ele voltou a afirmar que as divergências foram causadas em função de problemas na tradução.
Kassio, nascido no Piauí, foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro no início do mês para a vaga do então decano da corte, Celso de Mello, que se aposentou este mês. O nome do desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) foi bem recebido por parlamentares do Centrão, e gerou críticas por parte da base bolsonarista, incluindo líderes religiosos e conservadores. Silas Malafaia chegou a entregar uma lista de juristas religiosos que poderiam ter a vaga. Outros movimentos cobravam a presença de um conservador no cargo.
O parecer do relator da indicação, senador Eduardo Braga (MDB-AM), foi lido pelo senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), em virtude do diagnóstico de covid-19 do amazonense. O relatório ressalta o apoio da magistratura e o currículo do indicado.
Fonte: Congressoemfoco
