Anvisa libera importação de 6 milhões de doses da Coronavac pelo Butantan



Sinal verde partiu da diretoria do órgão, que afirmou que 'é de responsabilidade do importador garantir a eficácia, segurança e qualidade do produto'

 

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) expediu, nesta sexta-feira (23), um comunicado liberando a importação de 6 milhões de doses da Coronavac, vacina contra a COVID-19 fabricada na China pela indústria Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. A permissão foi concedida pela diretoria do órgão.

A excepcionalidade da Anvisa se trata apenas da importação da vacina para o Brasil sem registro. Ou seja, as doses, para serem distribuídas, ainda depende de um novo aval do órgão. A CoronaVac, vale lembrar, ainda está na fase 3 de testes, na qual é colocada em prova a eficácia da substância.

"Na importação em caráter excepcional de produto sem registro, é de responsabilidade do importador garantir a eficácia, segurança e qualidade do produto, inclusive o monitoramento do seu uso e o exercício da farmacovigilância. Adicionalmente, a utilização do produto ficará condicionada à obtenção de seu registro sanitário junto à Anvisa", diz a nota.

A Anvisa também responsabilizou o Instituto Butantan pelo armazenamento das doses e pela garantia de que elas não sejam utilizadas até que sejam devidamente registradas pelo órgão.

Notícias no WhatsApp
Receba as notícias de Porto Velho e Rondônia no seu celular.
Entrar no grupo

No acordo assinado entre o governo de São Paulo e a Sinovac, as primeiras 6 milhões de doses viriam prontas da China. O contrato, que prevê 46 milhões de doses no total, garante que 40 milhões de unidades sejam produzidas em solo brasileiro, mais especificamente pelo Instituto Butantan.

Nessa quinta, o Instituto Butantan relcamou de demora da Anvisa na liberação da importação de insumos para o início da produção da Coronavac. O pedido foi aberto no dia 18 de setembro. O Butantan disse que a demora "impactaria as perspectivas de produção e disponibilização de vacina para a população brasileira."

O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.

Como a COVID-19 é transmitida? 

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Fonte: Estado de Minas 



Noticias da Semana

Veja +