A pressão internacional sobre o posicionamento do Brasil frente a esse problema pode ter ajudado na decisão.
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Nesta segunda-feira (26), o vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, confirmou a presença das Forças Armadas na Amazônia Legal até abril de 2021. O vice de Jair Bolsonaro preside o Conselho Nacional da Amazônia.
Bolsonaro havia assinado o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), cujo prazo de encerramento seria em julho deste ano, porém a Operação Verde Brasil fez com que a medida fosse prorrogada, garantindo a proteção até 6 de novembro do presente ano.
Após diversos crimes cometidos na região, como desmatamentos e queimadas, houve a necessidade de envio de militares para conter os atos criminosos. A pressão internacional sobre o posicionamento do Brasil frente a esse problema pode ter ajudado na decisão.
“[A medida] vai até abril, vamos prorrogar até abril”, afirmou Mourão em entrevista na portaria da Vice-presidência.
Ele disse que o acerto será encaminhado para o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, e ainda afirmou que foram alocados R$ 400 milhões para a operação, e que ainda serão transferidos mais R$ 180 milhões.
“Nós estamos com recurso, e o recurso é suficiente para chegar até abril”, declarou.
Trabalho interrompido
Na semana passada passou a valer a decisão que interrompe o trabalho das brigadas de incêndios florestais. Segundo o órgão, a medida foi necessária pela “indisponibilidade financeira”.
De acordo com os dados da Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o número de incêndios registrados de janeiro a setembro foi o maior desde 2010.
Ainda de acordo com o Inpe, a Amazônia Legal teve uma área de 964 km² sob alerta de desmatamento desde o mês passado, sendo a segunda maior em quase seis anos, segundo os dados atualizados de outubro.
A Amazônia Legal é um vasto território que engloba 8 estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e uma parte do Maranhão.
Fonte: Brasil123
