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O Brasil chegou hoje ao 13º dia consecutivo com média móvel de mortes por covid-19 superior a mil. De ontem para hoje, o país registrou 1.240 novos óbitos provocados pela doença. A média de vítimas nos últimos sete dias é de 1.066. O levantamento foi feito pelo consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte.
Este já é o segundo maior período no qual o Brasil apresentou média móvel acima de mil mortes por covid-19 nos sete dias anteriores. A sequência mais longa em toda a pandemia ocorreu entre 3 de julho e 2 de agosto (31 dias). Neste intervalo, houve o recorde de 1.097 óbitos em média, verificado em 25 de julho.
Em 29 e 30 de janeiro, o Brasil teve as maiores médias de mortes por covid-19 dos últimos seis meses: 1.068 e 1.071, respectivamente.
Desde o início da pandemia, 226.383 pessoas morreram no Brasil devido à doença. Nas últimas 24 horas, houve 56.240 diagnósticos positivos para o novo coronavírus no país, elevando o total de infectados para 9.286.256.
O país superou hoje a marca dos 2,4 milhões de vacinados contra a doença. Até agora, 2.496.159 pessoas já foram imunizadas, de acordo com informações fornecidas pelas secretarias de saúde de 26 estados e do Distrito Federal.
Dados da Saúde
O Ministério da Saúde informou hoje que o Brasil registrou 1.210 novas mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. O total de óbitos causados pela doença no país subiu para 226.309 desde o início da pandemia.
De ontem para hoje, foram confirmados 54.096 casos de covid-19 em todo o país. Desde o começo da pandemia, o total de infectados chegou a 9.283.418.
Segundo o governo federal, 8.160.929 pessoas se recuperaram da doença até o momento, com outras 896.180 em acompanhamento.
Doria: "Estado de São Paulo terá população vacinada até o fim do ano"
A população do estado de São Paulo "será vacinada até o fim do ano". A afirmação foi feita hoje pelo governador João Doria (PSDB) durante participação no UOL Entrevista, conduzido pelo colunista do UOL Kennedy Alencar.
"Até o final do ano, sim. Vamos seguir o plano nacional de imunização. E onde o plano nacional não atuar, o plano estadual vai", afirmou Doria. São Paulo está imunizando a população com doses da CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e produzida pelo Instituto Butantan, e também com a vacina de Oxford/AstraZeneca, em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).
O governador citou como exemplo de funcionamento do plano estadual a vacinação dos quilombolas —o grupo fazia parte dos prioritários a serem vacinados contra a covid-19 no plano divulgado pelo estado em dezembro de 2020. Em janeiro, no entanto, eles não estavam mais na lista daqueles que seriam imunizados em São Paulo.
Doria atribuiu a exclusão a uma ação do Ministério da Saúde, que teria retirado os quilombolas da fase inicial do PNI (Plano Nacional de Imunização). Após reportagem do portal G1, o governador determinou a inclusão do grupo no plano estadual. "Por que a exclusão dos quilombolas? Só por que são negros, são pobres, não podem bajular o presidente Jair Bolsonaro?", disse hoje o governador paulista.
Veículos se unem pela informação
Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.
O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.
(Uol)
