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O Brasil registrou hoje o dia com mais mortes por covid-19 neste ano e a terceira maior marca de toda a pandemia. Nas últimas 24 horas, foram computados 1.452 novos óbitos causados pela doença no país, elevando o total de vítimas para 236.397. A média móvel ficou em 1.073 óbitos nos sete dias anteriores - a maior do ano e a quarta maior da pandemia. O levantamento é do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, baseado nos dados fornecidos pelas secretarias estaduais de saúde.
Até então, o recorde de mortes por covid-19 em 2021 havia sido verificado em 28 de janeiro, com 1.439. Em toda a pandemia, que começou em março de 2020, a marca de hoje só não é maior do que as registradas em 29 de julho (1.554) e 4 de junho (1.470).
Com relação à média móvel, o maior número até então neste ano havia sido computado em 30 de janeiro (1.071). Não se via uma marca tão alta desde 26 de julho (1.074). O recorde (1.097) foi computado em 25 de julho.
Este já é o segundo maior período no qual o Brasil apresenta média de mortes por covid-19 acima de mil em toda a pandemia. Já são 22 dias. A sequência mais longa ocorreu entre 3 de julho e 2 de agosto (31 dias). Neste intervalo, houve o recorde de 1.097 óbitos em média, verificado em 25 de julho.
De ontem para hoje, houve 53.993 diagnósticos positivos para a doença, atingindo um total de 9.716.298 infectados desde o início da pandemia.
Dados da Saúde
Em boletim divulgado nesta quinta-feira (11), o Ministério da Saúde informou que o Brasil registrou 1.351 novas mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. Esta é a terceira maior marca do ano, de acordo com os números fornecidos pela pasta.
Trata-se do terceiro dia consecutivo com mais de 1,3 mil óbitos computados, pelos dados do Ministério. Na terça-feira (9), foram registradas 1.350 mortes por covid-19 - que era, até hoje, a terceira maior marca de 2021. Na quarta-feira (10), foram cadastrados 1.330 óbitos pela doença.
O dia com maior número de mortes neste ano ocorreu em 7 de janeiro (1.524). No dia 28 do mesmo mês, houve 1.386 vítimas. No total, 236.201 pessoas morreram no país devido à doença.
De ontem para hoje, houve 54.742 novos casos confirmados de covid-19. Desde o início da pandemia, o país chegou a um total de 9.713.909 infectados pelo novo coronavírus.
Segundo o governo federal, 8.643.693 pessoas se recuperaram da doença, com outras 834.015 em acompanhamento.
Fiocruz encontra mutações inéditas em Rondônia
Pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) em Rondônia concluíram um estudo genômico do novo coronavírus que circula no estado e encontraram 41 mutações no SARS-CoV-2, dando origem a linhagens até então não descritas e potencialmente capazes de causar reinfecção e serem mais transmissíveis.
Por conta da segunda onda de covid-19, Rondônia enfrenta um colapso na rede pública de saúde, sem vagas para internar todos os pacientes e transferindo doentes para outros estados.
As amostras analisadas pela Fiocruz foram colhidas de pessoas infectadas entre dezembro de 2020 e janeiro deste ano na capital Porto Velho e interior do estado. As mutações que foram encontradas ocorreram nas três variantes que circulam no estado: P.2, B.1.1.28 e B.1.1.33.
Seis mutações chamam a atenção e ocorreram na proteína Spike, usada pelo coronavírus para entrar nas células humanas —ela é alvo dos anticorpos produzidos pelo sistema imunológico depois da contaminação pela covid-19. Mudanças nessa proteína podem ampliar a capacidade de transmissibilidade do vírus e serem responsáveis por casos de reinfecção ou mesmo redução da proteção de vacinas.
Veículos se unem pela informação
Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.
O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.
(Uol)
