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Pelo 7º dia seguido, o Brasil registrou a mais alta média móvel de mortes por covid-19 em toda a pandemia. Nesta sexta-feira (5), o país apresentou uma média de 1.423 óbitos pela doença nos últimos sete dias. O levantamento é do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, baseado nos dados fornecidos pelas secretarias estaduais de saúde.
De ontem para hoje, foram registradas 1.760 novas mortes por covid-19 no país. É a terceira maior marca verificada em toda a pandemia.
Este é o 44º dia consecutivo no qual o Brasil apresenta média de mortes por covid-19 acima de mil - o período mais longo em toda a pandemia. Os recordes sucessivos comprovam que o país vive seu pior momento desde março de 2020. Com sistemas de saúde à beira de um colapso, vários estados anunciaram medidas restritivas mais rigorosas para tentar conter o avanço da doença.
As dez maiores médias móveis de mortes por covid-19 no Brasil foram verificadas nos últimos dez dias:
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5 de março - 1.423
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4 de março - 1.361
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3 de março - 1.332
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2 de março - 1.274
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1º de março - 1.223
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28 de fevereiro - 1.208
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27 de fevereiro - 1.180
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25 de fevereiro - 1.150
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26 de fevereiro - 1.148
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24 de fevereiro - 1.129
A covid-19 provocou a morte de 262.948 pessoas no Brasil desde o começo da pandemia. Dos cinco dias com maior número de óbitos, todos ocorreram nos últimos sete dias (os números não indicam quando os óbitos ocorreram de fato, mas, sim, quando passaram a contar dos balanços oficiais):
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3 de março - 1.840
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4 de março - 1.786
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5 de março - 1.760
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2 de março - 1.726
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25 de fevereiro - 1.582
Sete estados computaram mais de 100 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas. O total de vítimas apenas nestes estados chega a 1.166:
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São Paulo - 370
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Minas Gerais - 172
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Rio Grande do Sul - 167
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Rio de Janeiro - 141
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Paraná - 107
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Santa Catarina - 107
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Bahia - 102
Nas últimas 24 horas, houve 75.337 diagnósticos positivos para o novo coronavírus em todo o país - a terceira maior marca desde março de 2020. O recorde foi registrado em 8 de janeiro, com 84.977. Desde o início da pandemia, o total de infectados chegou a 10.871.843.
Dados da Saúde
Nesta sexta-feira (5), o Ministério da Saúde informou que o Brasil registrou 1.800 novas mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, houve um total de 262.770 óbitos causados pela doença em todo o país.
Pelos números do governo federal, este é o segundo dia mais letal em toda a pandemia. O recorde foi registrado na última quarta-feira (3), com 1.910 vítimas.
De ontem para hoje, foram computados 75.495 testes positivos para a covid-19 em todo o país, elevando o total de infectados para 10.869.227 desde o começo da pandemia.
Segundo a pasta, pessoas 9.671.410 se recuperaram da doença, enquanto outras 935.047 permanecem em acompanhamento.
A cada 2 minutos, 3 pessoas são internadas com covid em SP, diz secretário
O secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, fez mais um alerta sobre a situação crítica da pandemia do novo coronavírus em São Paulo. Segundo o infectologista, a cada dois minutos, três pessoas são internadas em enfermarias e UTIs (unidades de terapia intensiva) com a doença no estado.
Desde a segunda-feira da semana passada (22), São Paulo tem uma média acima de 100 novos pacientes internados em UTIs por dia em unidades públicas e privadas de saúde. Em 11 dias, o estado passou de 6.410 internados em unidades de terapia intensiva para 7.892 nesta sexta.
"Temos elevação do número de ocupações, mas guardem essa informação: a cada dois minutos, três pacientes no estado são internados na UTI ou enfermaria. Ocupações ocorrem em média com 130 admissões novas por dia, fazendo com que tenhamos a necessidade de medidas implementadas às 0h de hoje", afirmou o secretário, lembrando a fase vermelha do Plano São Paulo que começa à meia-noite em todo o estado.
Para Gorinchteyn, São Paulo vive um estado de "guerra" contra o vírus. Na última terça-feira, São Paulo estabeleceu um novo recorde de mortes diárias, com 468 óbitos registrados em 24 horas. No dia seguinte, o governador João Doria (PSDB) anunciou medidas restritivas.
Veículos se unem pela informação
Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.
O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.
(Uol)
