Após morte de Major Olimpio, Bolsonaro cancela ato simbólico no Congresso



 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cancelou um ato simbólico para entregar pessoalmente ao Congresso Nacional duas MPs (Medidas Provisórias) do auxílio emergencial. A decisão foi tomada logo após anúncio da morte do senador Major Olimpio, internado desde o início de março por complicações do novo coronavírus.

De acordo com a Secretaria Especial de Comunicação Social, as MPs serão encaminhadas ainda hoje por vias administrativas.

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Na nova versão, o auxílio emergencial será pago a 46 milhões de brasileiros em parcelas de R$ 150 a R$ 375 e apenas uma pessoa por família poderá receber o auxílio. O pagamento das novas parcelas está previsto para começar em abril.

A maior parte do público do auxílio emergencial deve receber a menor cota do benefício, no valor de R$ 150, segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo. Serão cerca de 20 milhões de famílias - 43% do total de contemplados - na categoria "unipessoal", isto é, composta por apenas uma única pessoa.

Outras 16,7 milhões de famílias têm mais de um integrante e vão receber R$ 250. Já a maior cota, de R$ 375, deve ser paga a cerca de 9,3 milhões de mulheres que são as únicas provedoras de suas famílias.

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As regras são mais apertadas do que em 2020, quando o auxílio pagou cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300, com cotas em dobro para as mulheres chefes de família. Até duas pessoas na família podiam receber o repasse.

No ano passado, o presidente Bolsonaro viu sua popularidade crescer sob o impacto do auxílio emergencial, visitas ao Nordeste e o arrefecimento do embate institucional.

Mas, com o fim do auxílio, a curva voltou a se inverter. Em pesquisa Datafolha divulgada hoje, a rejeição ao trabalho de Bolsonaro durante a gestão da pandemia da covid-19 disparou ao maior nível desde que a crise sanitária começou, há um ano.

(Uol)

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