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O governo brasileiro anunciou na ONU, nesta sexta-feira, que irá sediar ainda em 2021 uma cúpula sobre religião no país. A pauta é um dos carros-chefe da nova diplomacia brasileira e que, ao longos dos últimos dois anos, fechou alianças com governos ultraconservadores para promover a agenda.
Ainda em 2019, o tema passou a ser um dos assuntos que aproximou o Brasil do governo de Donald Trump, além de governos como o da Polônia e Hungria. De fato, no ano passado, a cúpula ministerial foi promovida pelo governo polonês, um dos principais defensores da pauta no cenário internacional.
Num discurso no Conselho de Direitos Humanos, a delegação brasileira garantiu que "se orgulha de sua cultura de tolerância religiosa, pluralismo e diálogo". Mas insistiu que o Brasil está "firmemente ancorado em nossas fundações cristãs". De acordo com o discurso, o país "apoia todas as crenças, denominações e credos religiosos, com base no respeito, reconhecimento e igualdade".
"A Constituição brasileira protege a liberdade de consciência e crença e assegura o livre exercício de todos os serviços religiosos. Ela exige a proteção dos locais religiosos, dos lugares de culto e da liturgia religiosa. Ninguém pode ser privado de seus direitos com base na motivação religiosa", afirmou.
"Partindo de nossas convicções e tradições profundas, tenho a honra de informar ao Conselho que o Brasil sediará a IV Reunião Ministerial para o Avanço da Liberdade ou Crença Religiosa, bem como a II Reunião Ministerial da Aliança Internacional para a Liberdade ou Crença Religiosa (IRFBA), a ser realizada em Brasília, em 19 de novembro de 2021". anunciou o Itamaraty.
Os dois eventos serão precedidos, nos dias 17 e 18 de novembro, por mesas redondas, painéis e debates temáticos para funcionários do governo, parlamentares, sociedade civil e organizações baseadas na fé.
"Durante nossas deliberações, esperamos explorar questões como a liberdade religiosa na era digital, abordar desafios para proteger a liberdade religiosa na recuperação pós-covid-19 e discutir medidas para combater a perseguição contra minorias religiosas em todo o mundo", explicou o governo.
"Acreditamos que os ministros, juntamente com os eventos associados, proporcionarão uma oportunidade única para trocar pontos de vista, promover melhores práticas e abordar questões comuns, com o objetivo de promover a liberdade de religião ou crença", completou o governo.
(Uol)
