Veja os detalhes da vacina 'Versamune', nova aposta do governo federal



Em entrevista ao iG, a CEO da Farmacore, Helena Faccioli, explicou que o projeto teve início em abril de 2020 e a previsão é de que os estudos estejam concluídos entre fevereiro e março de 2022, quando ela acredita que a vacina terá o uso emergencial aprovado pela Anvisa

 

O  Instituto Butantan anunciou nesta sexta-feira (26) o desenvolvimento e a produção-piloto da primeira vacina 100% brasileira contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2), a ButanVac. Poucas horas depois, o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, convocou uma coletiva de imprensa para anunciar uma outra nova vacina brasileira, a Versamune, desenvolvida pela startup brasileira Farmacore e a empresa americana PDS Biotechnology Corporation, com suporte da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da Universidade de São Paulo (USP).

"Segundo os procedimentos da Anvisa, a análise considerará a proposta do estudo, o número de participantes e os dados de segurança obtidos até o momento nos estudos pré-clínicos que são realizados em laboratório e animais", informou a agência em nota. O pedido é para realização de estudo fase 1 e 2 da vacina Versamune®️-CoV-2FC . Marcos Pontes informou que inicialmente serão 360 voluntários.

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Mais cedo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que recebeu o pedido para autorização de estudo de uma vacina contra Covid-19, desenvolvida pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP), em parceira com as empresas Farmacore e PDS Biotechnology, dos Estados Unidos.

"Segundo os procedimentos da Anvisa, a análise considerará a proposta do estudo, o número de participantes e os dados de segurança obtidos até o momento nos estudos pré-clínicos que são realizados em laboratório e animais", informou a agência em nota. O pedido é para realização de estudo fase 1 e 2 da vacina Versamune®️-CoV-2FC.

O que se sabe sobre a Versamune®️-CoV-2FC

Em entrevista ao iG, a CEO da Farmacore, Helena Faccioli, explicou que o projeto teve início em abril de 2020, quando a Farmacore identificou que poderia usar as suas plataformas tecnológicas de desenvolvimento de vacinas imunibiológicas para desenvolver uma vacina contra a Covid-19. "Nós já temos vários parcerias com a USP, principalmente com o pesquisador Célio Lopes Silva. Propusemos a ele fazer esse trabalho em conjunto em que ele poderia coordenar parte dos ensaios pré-clínicos, que é a parte em animais", conta Faccioli.

De acordo com Helena Faccioli, a previsão é que os ensaios clínicos, em humanos, durem entre seis e nove meses. Se a Anvisa liberar os ensaios clínicos de fase 1 e 2, as empresas farão as primeiras duas fases de testes em cerca de 360 voluntários. O objetivo é avaliar se a vacina gera os anticorpos necessários e se não há efeitos colaterais graves. 

Depois desse procedimento, vem a fase três, que deve contar com 20 mil a 30 mil voluntários e servirá para testar se o imunizante realmente vai oferecer a proteção necessária no dia a dia. 

Qual o custo da vacina?

Helena conta que a empresa recebeu um financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia para execução de grande parte dos testes clínicos, mas garante que  os investimentos iniciais foram feitos pela própria Farmacore. Ela estima que já foram gastos $ 20 milhões até aqui.

(iG)



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