Traficantes proíbem bailes funk em favelas do Rio devido à Covid



"Ou vocês abraçam o papo, ou papo vai abraçar vocês", disse um dos líderes do TCP

 

Traficantes de diversas comunidades do Rio de Janeiro decidiram aderir ao recesso de dez dias contra a Covid-19 e paralisar os bailes funks. O recado foi repassado por líderes de diferentes facções, e publicado nas páginas oficiais dos eventos.

Na Zona Oeste do Rio, o líder do Terceiro Comando Puro no Muquiço, Bruno Loureiro, também conhecido como Coronel, difundiu um áudio nos alto-falantes da comunidade e nas redes sociais:

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– Fica proibido andar na comunidade sem máscara, a partir de hoje, dia 30 de março. Ou vocês abraçam o papo, ou papo vai abraçar vocês. Atenciosamente, a Diretoria.

Em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, as duas principais lideranças do Comando Vermelho, Wallace Batista Soalheiro, o Pixote, e Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó, vetaram bailes no Salgueiro, Jardim Catarina, Coruja, Chumbada, Menino de Deus e Martins.

– Estamos enfrentando um momento delicado por conta do novo coronavírus (Covid-19) e mediante a situação para evitar aglomerações não haverá nenhum tipo de evento na nossa comunidade para evitar a disseminação do vírus e proteger a todos – consta nas redes sociais dos eventos.

Em Barro Vermelho, na mesma cidade, o Baile da China publicou um aviso assinado por Tropa do Pivete, apelido de Leilson Ferreira Fernandes.

– Não haverá nenhum tipo de evento na nossa comunidade para evitar a disseminação do vírus e proteger a todos.

Determinações na mesma linha também chegaram a Região dos Lagos, na Maré e na Ilha do Governador.

– A facção pensa sempre no melhor para as nossas comunidades – consta na página do Baile do Dendê, área do TCP.

(Pleno.news)

 



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