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Finalmente, depois de sete anos, com 1.200 metros de extensão, usando o que existe de mais moderno em tecnologia para esse tipo de obra, com investimentos de R$ 150 milhões, a terceira maior ponte no país, construída pelo Departamento Nacional de Infra Estrutura e Transportes (DNIT), no distrito de Ponta do Abunã, no Rio Madeira, distante 220 quilômetros de Porto Velho será inaugurada nesta sexta-feira (7) pelo presidente Jair Bolsonaro, os governadores de Rondônia, Marcos Rocha, do Acre Gladson Camelli e outras autoridades e convidados.
O presidente Jair Bolsonaro, (sem partido), chega a Abunã de helicóptero, por volta das 10h30, onde vai entregar oficialmente a superestrutura, que teve a sua pedra fundamental lançada pela presidente Dilma Rousseff em 2014.
Na ponte, na margem direita do Rio Madeira, foi montada uma estrutura que vai abrigar os mais de 300. Os presentes, segundo informações foram escolhidos de forma criteriosa pelo cerimonial presidencial.
Mesmo com inauguração nesta sexta, 7, trânsito na ponte de Abunã só vai ser liberado amanhã, sábado. Só depois disso, é que os motoristas terão acesso à megaestrutura.
A decisão para liberar a obra implica na retirada da estrutura montada para o evento, como tenda, palanque cadeiras e geradores. Só depois disso, o trânsito será liberado.
Sabe-se que a ponte é de fundamental importância para a Ponta do Abunã, onde estão localizados 5 distritos de Porto Velho.
Enquanto isso, no Acre, a obra é enxergada com festa. O preço dos produtos vai baixar sim no Acre. Afirmação foi feita pelo secretário de Produção e Agronegócio Nene Junqueira que especula um ganho de 6% na economia somente com a travessia de produtos em veículos grandes.
Levantamento aponta um fluxo diário, realizado pelas três plataformas em Abunã, de 2 mil veículos. Com a ponte, o tráfego deve aumentar em até 50%.
Outro ganho será com a redução no tempo de viagem entre Porto Velho e Rio Branco, já que não será mais preciso a realização da baldeação que às vezes, principalmente no verão, por conta da estiagem do rio, durava até 2 horas ou mais para fazer a travessia.
O custo dos produtos industrializados também pode baixar, o que para a população é uma expectativa imensa e positiva. A Federação das Indústrias do Estado do Acre acredita numa redução de até 10%.
Para empresários como Adélio Barofaldi e Manoel Serra, assim como o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Rondônia (Faperon), Hélio Dias, a conclusão da ponte sobre o rio Madeira, no distrito de Abunã, é um marco histórico que abre caminhos para os produtos deste estado e do noroeste de Mato Grosso, com destaque para carne, soja e milho, alcançarem, pelo Oceano Pacifico, mercados consumidores importantes como os Estados Unidos, a Europa e a Ásia.
Com mesmo ponto de vista, concorda o titular da Secretária da Agricultura de Rondônia, Evandro Padovani, que vê nesta região um novo polo de desenvolvimento do agronegócio.
Assur Mesquita, assessor das relações institucionais da Federação das Indústrias do Acre, também fala de expandir o comércio internacional pois, com a facilidade de acesso ao Acre, o estado pode virar um importante eixo logístico para a saída para o Pacífico, através do Peru.
"Vai ter também uma inserção internacional. Nós temos defendido aqui, o plano acreano da cultura exportadora, o fórum de desenvolvimento, tem defendido o estado do Acre como um eixo logístico para a saída para o Pacífico. O turismo vem também integrado a essa logística e facilita a abertura de novos negócios. Com certeza vamos observar nos próximos anos um acréscimo nas atividades de comércio exterior e também de turismo".

Sábado a ponte estará livre para o trânsito

Tudo pronto para o ato inaugural com Bolsonaro honrando compromisso de campanha.

Vista área da 3ª maior ponte do Brasil.
Fonte: noticiastudoaqui.com
Com informações e imagens do Diáriodamazonia.com
G1/ro e newsrondônia.com
