Além da vistoria na Arena Condá, está prevista uma visita técnica às instalações da sede administrativa de uma cooperativa na cidade.
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegou a Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, na tarde desta sexta-feira (25) para visitar as obras de melhorias da Arena Condá e instalações de uma cooperativa de alimentos. O avião com a comitiva pousou no aeroporto da cidade perto das 15h. Sem máscara, ele cumprimentou apoiadores na entrada do local e gerou aglomeração. Moradores com cartazes contrários ao presidente também estiveram no local.
Dentro da arena, ao visitar as instalações, Bolsonaro fez o uso da máscara de proteção à Covid-19. Em Santa Catarina, o item é obrigatório e passível de multa no valor de R$ 500 para quem não a usar em espaços fechados. Chapecó fica em uma das 15 regiões de saúde de Santa Catarina em situação gravíssima por causa da Covid-19.
Pouco antes das 19h, o presidente chegou no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes para encontro fechado com empresários que durou cerca de duas horas.
O presidente chegou na Arena Condá pouco depois das 15h30, no Centro, onde fica o estádio do time da Chapecoense. Por volta das 16h20, ele entrou na Sede Administrativa da Aurora Alimentos, no bairro São Cristóvão. Cerca de 30 minutos depois, ele deixou o local.



O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), a vice-governadora do estado, Daniela Reinehr (sem partido) e outros políticos e autoridades acompanham o presidente.

Bolsonaro dormirá em Chapecó, em local não divulgado pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI). No sábado (26), a partir das 9h, em Xanxerê, na mesma região, ele inaugura uma agência da Caixa Econômica Federal.
Insultos
Durante a visita em São Paulo nesta manhã, o presidente voltou a insultar a imprensa ao ser questionado sobre a avaliação de especialistas de que o Brasil poderia ter evitado mortes pela Covid se tivesse comprado vacinas antes.
Novamente descontrolado, Bolsonaro disse para uma repórter voltar para a faculdade, depois para o ensino médio, em seguida, para o jardim de infância e aí "nascer de novo". Ele também disse para os repórteres pararem de fazer "pergunta idiota" e se defendeu das acusações sobre corrupção na negociação de compra da Covaxin.
Essa é a oitava vinda do presidente a Santa Catarina e a segunda em Chapecó. Em 7 de abril, Bolsonaro foi até o Centro Avançado de Atendimento à Covid - hospital de campanha montado no Centro de Eventos.
No dia, após Brasil registrar 4,2 mil mortes em um dia por conta do vírus, ele criticou a adoção de medidas para restringir a circulação de pessoas e afirmou que não haveria lockdown.
(G1)
