Milhares vão às ruas neste sábado contra o governo Bolsonaro



Organizadores preveem 468 protestos em todos os estados e também fora do Brasil

 

Milhares de brasileiros foram às ruas neste sábado (24) em protestos contra o governo Jair Bolsonaro organizados em todo o país e também no exterior.

Segundo a campanha Fora Bolsonaro, criada pela Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo, estão previstos 468 atos em todos os Estados brasileiros e em outros 12 países.

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É o quarto dia de manifestações convocadas por partidos de esquerda, sindicatos e movimentos sociais contra o presidente, que também está sendo investigado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por não ter denunciado suspeitas de irregularidades na negociação da Covaxin, vacina contra a covid-19 do laboratório indiano Bharat Biotech.

No Rio de Janeiro, o protesto começou cedo, com uma multidão concentrada no monumento Zumbi dos Palmares, no centro da cidade. Manifestantes pediam o impeachment do presidente e posicionavam-se contra ameaças de não realização das eleições. A gestão federal no enfrentamento à pandemia também era criticada.

No fim do protesto, a Polícia Militar abordou alguns manifestantes. Houve princípio de tumulto nas imediações.

Em São Paulo, a concentração começou por volta das 15h, na avenida Paulista, que teve restrições no trânsito de veículos.

Até o meio-dia, haviam sido realizadas manifestações em pelo menos cinco capitais, entre elas Recife e Belém, com críticas ao atraso da campanha de vacinação, ao disparo do desemprego e apelos pelo aumento do auxílio emergencial.

À tarde, estão previstos protestos em outras capitais, incluindo Brasília e Recife.

Bolsonaro vive seu pior momento desde que chegou ao poder em 2019. Sua popularidade está no nível mais baixo, 24%.

Os atos convocados para hoje ganharam ainda mais força após a notícia de que o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, teria enviado uma ameaça ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), de que não haveria eleições em 2022 se não fosse aprovado o voto impresso. Braga Netto nega. 

O presidente retomou seus tradicionais passeios de moto neste sábado, seis dias após receber alta hospitalar. Ele visitou localidades no entorno de Brasília, conversou com apoiadores e posou para fotos.

Os protestos ocorrem em meio a um patamar ainda considerado elevado de casos e mortes por covid-19 no país, além da preocupação com o avanço da variante Delta do coronavírus.

Ontem, foram registradas mais de 108 mil novas infecções, o segundo maior número desde o início da pandemia. 

Manifestação em Recife (PE) no bairro do Derby

Protesto também nas redes sociais

Integrantes da oposição foram às redes sociais para incentivar as pessoas a aderirem aos protestos de hoje.

O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Alessandro Molon (PSB-RJ), convocou o povo às ruas e recomendou o uso de máscara. "FORA BOLSONARO! Hoje é dia de ir às ruas dizer basta a esse desgoverno e defender a democracia. Coloca a máscara e vem com a gente!"

O ex-candidato à Presidência Guilherme Boulos (PSOL) postou imagens da manifestação em João Pessoa. "Mais um dia de ir às ruas gritar em alto e bom som: FORA BOLSONARO! Miliciano, corrupto e genocida! Não esqueça de usar máscara e álcool em gel", postou, em seu perfil no Twitter.

(R7)



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