Espancamentos, banho em represa gelada e fezes no carro: os castigos a policiais de elite no Brasil



Quatro policiais fardados se aproximam de uma represa em uma madrugada de inverno na zona sul de São Paulo. Um deles entrega sua arma e o coldre a um colega e caminha, então, em direção à água.

O jovem soldado da Força Tática (policiamento ostensivo) entra na poluída represa Billings, em meio a garrafas plásticas e lixo flutuando, enquanto bate os dentes de frio. A água já está na altura de sua cintura e a sensação é de que suas pernas adormeceram, mas seus colegas de profissão só ficam satisfeitos após ele mergulhar e voltar encharcado. Com a farda completamente molhada, ele se apresenta ao comandante e trabalha assim durante todo o seu plantão.

Conhecido como "pagar banho", esse é um dos castigos aplicados com maior frequência nos batalhões e pelotões de elite das polícias civil e militar do Brasil, como a Tropa de Choque paulista e o Bope no Rio. Ocorre quando policiais cometem erros classificados como leves, como passar uma coordenada ou código errado à tropa por rádio ou olhar para uma mulher durante patrulha na rua.

Há uma grande varidade de outras punições físicas aplicadas definidas pelos próprios policiais. Uma delas é conhecida como "chá de manta" - uma espécie de corredor polonês com chutes, socos e golpes de toalhas molhadas nas costas. Os policiais também são castigados com séries exaustivas de flexões de braço no verão, sem direito a água, e até mordidas nas nádegas enquanto são imobilizados por colegas de profissão.

 




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