Pastagem ocupa 75% da área desmatada em Terras Públicas na Amazônia



 

Análise do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) mostra que as áreas de pasto ocupam ¾ das áreas desmatadas em Terras Públicas não destinadas na Amazônia. De acordo com a pesquisa, de 1997 a 2020, cerca de 21 milhões de hectares de floresta foram derrubados, o que equivale a 8% dos 276,5 milhões de hectares de Florestas Públicas existentes na Amazônia Legal. Essa área é comparável à do território do Paraná, e seu desmatamento está associado à emissão de 10,2 gigatoneladas de CO2, igual à soma de cinco anos das emissões totais brasileiras.

Segundo a pesquisa, 44% do desmatamento dos últimos dois anos (2019 e 2020) na Amazônia ocorreu em Terras Públicas. Atualmente, existem 16 milhões de hectares de Florestas Públicas não destinadas descaradamente declaradas como propriedade privada no sistema do Cadastro Ambiental Rural (CAR), e 15,2 milhões de hectares em outras terras não destinadas. O desmatamento nas áreas com CAR foi 59% maior no período 2016-2020 em relação a 2011-2015.

“A grilagem é um fator de risco para o equilíbrio climático do planeta, e ainda carrega para o setor da pecuária dois problemas: ilegalidade e mais emissões de gases do efeito estufa”, explicou Paulo Moutinho, pesquisador sênior do Ipam. “Uma economia verdadeiramente de baixo carbono no Brasil precisa passar por uma análise ampla sobre o impacto das cadeias produtivas no agravamento do efeito estufa. Deixar essas emissões de lado não faz sentido quando temos uma emergência climática em curso”, alerta.

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