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Seguindo o movimento nacional “Segunda com Carne”, entidades ligadas à pecuária de Mato Grosso realizaram nesta segunda-feira (3) uma “churrascada” na porta da agência do Bradesco, localizada na Rua Barão de Melgaço n. 3735.
Participaram representantes da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação dos Criadores Nelore de Mato Grosso (ACNMT), Sindicato Rural de Cuiabá e Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). O objetivo era protestar contra uma campanha de marketing do Bradesco que foi ao ar no dia 23 de dezembro, recomendando “a segunda sem carne”.
“Somos a maior pecuária do Brasil e com muito orgulho. Mato Grosso tem hoje mais de 32 milhões de cabeças de gado. Produzimos em um sistema socioambiental adequado e sustentável, portanto, não admitimos que grandes instituições/marcas façam publicidade negativa sobre a pecuária”, disse o presidente da Nelore Mato Grosso, Aldo Rezende Telles.
A entidade afirma ainda que é fundamental defender o consumo da carne, que é um alimento necessário à mesa de todos os cidadãos. Além disso, o setor da pecuária tem trabalhado para melhorar a qualidade do produto que vai à mesa dos brasileiros e a um preço justo.
“Todos os dias com carne e também a segunda-feira! Nós exigimos mais respeito”, reforçou o pecuarista.
O presidente da Acrimat, Oswaldo Pereira Ribeiro Junior, também se indignou com o posicionamento do Bradesco, principalmente porque o banco, em um dos seus aplicativos, estimula a redução do consumo de proteína animal com a desculpa de se reduzir a emissão de carbono.
“Ora, se somos uma das cadeias mais importantes para a economia do país, como eles mesmos confirmam em sua carta aberta, principalmente num momento de pandemia e insegurança alimentar no mundo, como o banco atua com essas duas versões? Esse jogo duplo de morde-assopra tem que acabar. O produtor rural não precisa de mais inimigos ocultos. Acreditamos no trabalho sério e nos nossos verdadeiros parceiros”.
A história e o castigo
O Banco Bradesco tem 78 anos e é de longe a mais conservadora das instituições financeiras do país.
É por isso que boa parte das famílias mais tradicionais, dos milionários mais conservadores, especialmente de São Paulo, mantém seus recursos no Bradesco apelidado pelos seus pares de "O Bancão".
Os primeiros correntistas do Bradesco, fundado na cidade de Marília SP, foram pecuaristas e cafeicultores. Por isso não dá para entender o que passou na “cabeça de melão” do diretor de marketing e toda sua equipe quando decidiram fazer uma propaganda atacando aqueles que são os investidores mais antigos da instituição.
Várias associações de criadores, sindicatos e organizações ligadas a pecuária encerraram suas contas no Bradesco sem falar de centenas de pecuaristas que encerraram suas contas de pessoas físicas. Estima-se que, em apenas duas semanas, o Bradesco já perdeu mais de 20 bilhões de reais em depósitos. O agronegócio apesar de ser o principal pilar da economia brasileira é frequentemente desrespeitado por grupinhos progressistas especialmente jornalistas e publicitários.
Que bom os pecuaristas se uniram para dar ao maior banco privado do país, Bradesco, um castigo exemplar.
(reportermt)
