|
|
|
Motoristas e entregadores de Uber, 99 e iFood iniciaram, nesta terça-feira (29), uma paralisação de um dia por melhores condições de trabalho. A manifestação afeta ao menos regiões de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Curitiba e Rio Grande do Sul. A meta da categoria é fazer uma greve unificada entre todos os profissionais que lidam com o transporte de passageiros e encomendas.
Em nota enviada ao InfoMoney, o Sindimoto-SP, entidade que representa o setor de motofrete de São Paulo, afirmou que reitera seu compromisso com as demais categorias em prol de melhorias nas condições dos trabalhadores.
“Estamos apoiando a pauta de reivindicações da categoria dos entregadores do segmento de delivery e entregas de mercadorias. É justa a paralisação em busca de melhores condições de trabalho, reajustes de taxas de entregas, km rodados e fim do sistema de bloqueio e melhores salários”, diz, por nota, o sindicato.
Segundo o sindicato, são mais de cinco anos com demandas no judiciário contra as empresas de Apps de entregas, sem um balizamento dos dissídios coletivos e da justiça do trabalho. “Vamos viver eternamente com esse impasse, nossa entidade não vê outra saída para essa situação […]. Estamos esses anos todos sem reajustes de valores.”
Entre as reivindicações estão reajuste de taxas por km rodado, aprimoramento dos incentivos e mais detalhamento dos valores de todas as categorias de corridas, entre outros pontos.
A reportagem do InfoMoney apurou que mais paralisações serão realizadas em Brasília e em outros estados a partir de 1° de abril em busca de melhores condições de trabalho, incluindo salários e benefícios.
Outro lado
Uber, 99 e iFood foram procurados pela reportagem para se posicionarem sobre o ato dos entregadores e motoristas nesta terça. A 99 informou que reconhece e respeita o direito de livre manifestação e está sempre aberta ao diálogo.
“Diante dos aumentos no preço dos combustíveis e dos impactos gerados nos ganhos dos motoristas parceiros, o aplicativo 99 lançou, no dia 23 de março, um auxílio no ganho do motorista que aumenta sempre que o combustível sobe. Com isso, a empresa adiciona R$ 0,10 por quilômetro rodado para cada R$ 1 de aumento do combustível. Em São Paulo, em uma corrida de 12 km, que gasta 1 litro na média para carro popular, o reajuste é de R$ 2,04 para este trecho. Ou seja, o motorista recebe um valor superior por litro se comparado à diferença atual que paga pelo combustível, cerca de R$1,65”, ressaltou a empresa.
O iFood afirmou que também respeita o direito de manifestação e esclarece que mantém o compromisso de diálogo aberto com os entregadores para buscar melhorias e oportunidades para os profissionais como também para todo o ecossistema.
A empresa também ressaltou que fez um reajuste recente para todos os entregadores cadastrados na plataforma. A partir de 2 abril o valor mínimo da rota passa de R$ 5,31 para R$ 6, e o valor mínimo do quilômetro rodado sobe 50%, de R$ 1,00 para R$ 1,50. Com isso, o entregador que antes recebia pelo menos R$ 10 por uma entrega de 10km, por exemplo, passará a ter pelo menos R$ 15.
“Em razão da dedicação à escuta constante dos entregadores e da atenção às variações do cenário macroeconômico, em quase 12 meses, é a terceira vez que o iFood promove reajustes para esses parceiros. Anteriormente, a empresa elevou os ganhos em abril e novembro de 2021”, diz a nota da empresa.
(infomoney)
