Rosa Weber é sorteada relatora de ação contra Bolsonaro sobre urnas



O posição afirma que o presidente cometeu crime contra as instituições democráticas ao alegar ter havido fraude no pleito de 2018 

 

ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteada relatora de uma ação apresentada na Corte contra declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas. A magistrada será responsável por analisar se o chefe do Executivo cometeu crime ao alegar fraude no sistema eletrônico de votações sem apresentar provas.

A ação que tramita no Supremo foi apresentada por parlamentares da oposição e sustenta a tese de que as afirmações do presidente representam "crime contra as instituições democráticas, crime de responsabilidade e crime eleitoral, bem como propaganda eleitoral antecipada e ato de improbidade administrativa".

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As acusações de fraude nas urnas foram feitas durante reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada. O presidente alega que ocorreram falhas nas eleições de 2018, nas quais ele foi eleito em segundo turno.  

De acordo com a oposição, Bolsonaro convocou "uma reunião em que o tema foi mais uma vez um despropositado e absolutamente infundado ataque ao sistema eletrônico de votação adotado no país desde o ano de 1996, sem nenhum indício, mínimo que seja, de mácula no resultado das eleições".

"O que se viu no delirante e constrangedor discurso dirigido aos convidados presentes [...] foi claramente a prática de um dos chamados crimes de lesa-pátria ou de traição contra seu povo", afirmam os deputados.

Rosa deve encaminhar a ação à Procuradoria-Geral da República, para posicionamento do órgão, e depois decidir sobre o andamento do caso.

(R7)



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