Segurança que espancou jovem por R$ 15 em balada é preso em SP



Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram as agressões. Três envolvidos ainda estão foragidos, entre eles o dono do estabelecimento.

segurança Thiago Ozarias Souza, de 29 anos, apontado como o autor das agressões que ocasionaram a morte do universitário Lucas Martins de Paula, de 21 anos, se entregou à polícia na noite desta sexta-feira (3), em Santos, no litoral de São Paulo. Durante a tarde, imagens que mostram o crime foram divulgadas pelos investigadores.

Lucas foi espancado na madrugada de 7 de julho, dentro e fora da casa noturna, no bairro Embaré. Ao G1, o pai do jovem, Isaías de Paula, contou que o filho foi ao caixa para pagar a conta, quando notou a cobrança de R$ 15 a mais na comanda. Os seguranças foram chamados, e a confusão teve início. Dois amigos dele também ficaram feridos.

Após 22 dias internado em estado grave e com sedativos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Santos, o universitário morreu. Durante o período, a polícia identificou, por meio das imagens das câmeras, três seguranças envolvidos diretamente nas agressões, além do proprietário da casa noturna, que observou os crimes.

A delegada Edna Pacheco Fernandes Garcia, do 3º Distrito Policial, informou, nesta sexta, que além de Thiago, Sammy Barreto Callender (segurança) , Anderson Luiz Pereira Brito (chefe dos seguranças) e Vitor Alves Karam (dono do estabelecimento) foram indiciados por participação no crime. A prisão deles está decretada, e todos são foragidos.


Atividades suspensas

 Fiscais da prefeitura intimaram os proprietários do bar e casa noturna Baccará a encerrar as atividades, quatro dias depois das agressões. "O estabelecimento teve o alvará de funcionamento negado, em virtude de suas instalações descumprirem a legislação municipal", informou a municipalidade, em nota.
Segundo a chefe da Seção de Fiscalização Dirigida, Gisleine Pontes, que coordenou uma vistoria com integrantes da Secretaria de Finanças (Sefin), Vigilância Sanitária, Guarda Municipal e Ouvidoria, a casa possui estrutura irregular. Caso a ordem seja desobedecida, poderá ser aplicada multa de até R$ 10 mil.
Documentos aos quais o G1 teve acesso indicam, entretanto, que a Prefeitura de Santos nunca emitiu um alvará definitivo para o funcionamento legal do local. Após a repercussão do caso, fiscais da municipalidade intimaram os proprietários a encerrarem as atividades até que adequações sejam feitas no imóvel.




 


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