Polícia Federal encerra inquérito contra filho de Bolsonaro Jair Renan



Investigação tentava esclarecer se Renan usou o acesso ao Palácio do Planalto para se beneficiar

 

A Polícia Federal (PF) encerrou o inquérito que apurava o suposto tráfico de influência de Jair Renan Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro (PL). Agora, a investigação, que tentava esclarecer se Renan usou o acesso ao Palácio do Planalto para se beneficiar, foi encaminhada ao Ministério Público Federal.

Em abril deste ano, o filho do presidente prestou depoimento na PF e negou ter recebido vantagens de um grupo empresarial do setor de mineração por ser filho de Bolsonaro. Além da apuração sobre o tráfico de influência, o inquérito também investigava uma possível lavagem de dinheiro.

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O inquérito foi aberto depois que o jornal O Globo fez uma reportagem informando que o filho do chefe do Executivo teria recebido um carro elétrico, de R$ 90 mil, do grupo Gramazini Granitos e Mármores Thomazini, em setembro de 2020. Depois, Renan teria presenteado seu personal trainer Allan Lucena com o veículo. Um mês após a doação, a empresa agendou um encontro com o ministro Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, e com Renan.

Conforme divulgou o jornal na terça-feira 30, a PF informou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) “atrapalhou” a investigação do filho do presidente. Segundo a reportagem, um integrante da Abin disse ter sido orientado a levar informações sobre o inquérito aos investigados para “prevenir riscos à imagem do presidente Bolsonaro”.

Ontem, após ser interpelado sobre a suposta interferência, o chefe do Executivo negou possuir influência na Abin. “Não tenho influência sobre a Abin, ela faz seu trabalho”, disse o presidente, durante um evento de setor e comércio. “Investigue. Não compare meus filhos com os do Lula. Vocês passaram anos sem falar do filho do Lula. Qualquer filho tem de ser investigado, agora parem de massacrar.”

(revistaoeste)



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