Mapeamento aponta que em 1.058 municípios os eventos climatológicos serão mais severos.
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Em visita a Rio Branco na manhã deste domingo,26 onde veio conferir de perto o cenário de calamidade pública que tem tomado conta da capital, após a chuva da semana passada que culminou no transbordamento do Rio Acre, a ministra do Meio Ambiente Marina Silva que é natural de Xapuri lamentou a situação do seu estado. Silva, aproveitou o momento para trazer previsões nada animadoras aos brasileiros, mas que há décadas, os cientistas emitem os alertas aos governantes.
A chuva que alagou 48 bairros de Rio Branco atingindo 36 mil pessoas em menos de 12 horas, pode ser apontada como um resquício dos efeitos pelo aquecimento global.

Na semana passada, uma grande quantidade de nuvens se concentrava sobre a região da Serra do Divisor girando em sentido horário, mas tarde soube-se que se tratava de um [ciclone extratropical de baixa pressão atmosférica] que havia se formado no Vale do Guaporé em Rondônia e na Bolívia.

Os ventos sopraram as nuvens no sentido capital e o resultado foi catastrófico com bairros e casas debaixo d’água até agora, ou seja, 72 horas após a grande chuva.

Diante do cenário caótico, Marina Silva, do Meio Ambiente alertou o governo acreano e a população brasileira para que se prepararem para o pior com a ocorrência cada vez mais frequente de eventos climáticos de categoria extrema.

De acordo com Silva, o governo federal tem mapeado 1.058 municípios no país que vão sofrer com mais frequência e intensidade os efeitos do aquecimento. Nesses locais, a ocorrência volumosa de chuva e/ou estiagens serão maiores e mais severas.

A proposta da pasta do Meio Ambiente é dar a esses municípios uma autonomia constante sobre o decreto de emergência para que a ajuda do governo federal possa chegar de forma hábil.
(newsrondonia)
