Mais de 65 milhões de brasileiros têm salário inferior a R$ 2.500.
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De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cada 10 profissionais de carteira assinada, 7 recebem até dois salários mínimos neste ano de 2022. Segundo o levantamento, até setembro deste ano, o Brasil tinha 97.575 milhões de trabalhadores com carteira assinada, onde 65.565 milhões recebiam até R$ 2.424 – representando 67,19% de colaboradores atuando de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Faixa de renda dos trabalhadores de carteira assinada
Os dados apontam para uma piora na renda dos brasileiros, justificada ainda por reflexos da crise provocada pela pandemia da Covid-19. Acontece que especialistas afirmam que, em tempos de crise, para entrar ou retornar ao mercado de trabalho, os trabalhadores aceitaram empregos com menor remuneração e condições de trabalho piores.
Segundo a pesquisa, a divisão dos trabalhadores de acordo com faixa de renda fica na seguinte forma:
• até 1 salário mínimo (R$ 1.212): 35,63% – 34.766 milhões de pessoas.
• entre 1 a 2 salários mínimos (R$ 2.424) – 30.798 milhões de pessoas.
• acima de 2 salários mínimos – 32.009 milhões de pessoas.
Qual será o salário mínimo em 2023?
No dia 31 de dezembro de 2022, o governo federal publica a portaria com o reajuste no salário mínimo 2023. O presidente-eleito Luiz Inácio Lula da Silva – que assume a presidência a partir de janeiro – já declarou que a remuneração mínima deve ficar acima da inflação. Com isso, diferentes pesquisas e levantamentos realizados por empresas especulam o salário mínimo de R$ 1.320 em 2023.
