O IBGE apurou que menos de 10% dos trabalhadores são sindicalizados no Brasil; a rejeição aumentou nos últimos anos



A reforma trabalhista e as mudanças nas contratações justificam os dados do IBGE

 

De acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de trabalhadores sindicalizados atingiu o menor patamar em uma década.

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A pesquisa mostra que, em 2022, o número de sindicalizados caiu para 9,2% dos trabalhadores com registro em carteira. Esta é a primeira vez que o nível fica menor que 10%.

O IBGE mostra que em todas as regiões do país houve redução na taxa de sindicalização em 2022, mas a região Sul foi a que teve a maior queda.

Para Adriana Beringuy, gerente da pesquisa do IBGE, um dos motivos para este resultado é a reforma trabalhista, aprovada em 2017, que tornou a contribuição sindical facultativa.

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– Além da queda do imposto sindical, a reforma trouxe consigo a flexibilização de contrato dos trabalhadores. Quanto maior o caráter de vínculos independentes e isolados, mais isso contribui para uma menor participação coletiva dos trabalhadores – explicou Beringuy.

Outros motivos são a queda do número de contratações em carteira e o avanço de novas modalidades de contratação como MEI (microempreendedor Individual), PJ (pessoa jurídica) e trabalho intermitente.

(pleno.news)

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